controle operacional desses acontecimentos, que movimentaram centenas de milhares de pessoas de várias partes do mundo, que vieram motivadas pela Copa Fifa e novamente virão ao Brasil em razão da Olimpíada, em agosto.
Ficou demonstrado que a segurança privada é uma atividade muito importante no apoio à manutenção da ordem e do controle de multidões, e hoje nossas empresas ostentam grande capacidade operacional para quaisquer eventos, que deve ser utilizada conjuntamente com os organismos policiais ou isoladamente.
No nosso continente, o Brasil demonstra conhecimento em questões de segurança privada, e isso se deve aos grandes investimentos em treinamento e tecnologia feitos pelas empresas, em busca do aprimoramento na prestação de serviços, e da preocupação das nossas autoridades na fiscalização plena do setor.
Isso ficou muito evidente diante do quadro que outros países apresentaram.
Fiscalização
Nas várias palestras proferidas por empresários representantes do setor e pelos responsáveis pela fiscalização dos serviços em outros países, ficou claro que nosso segmento ainda não é visto da forma que deveria em alguns países sul-americanos.
Pela importância que a segurança privada representa para a sociedade, as autoridades de cada país precisam envolver-se urgentemente de forma responsável na consolidação de leis que regulamentem os serviços e permitam um crescimento da importância que o setor tem.
Por mais absurdo que pareça, foram relatados casos em que a fiscalização é exercida sem a menor condição, em termos de fornecimento de material e logística para as autoridades responsáveis pelo controle das empresas,
Pela importância que a segurança privada representa para a sociedade, as autoridades de cada país precisam envolver-se urgentemente de forma responsável na consolidação de leis que regulamentem os serviços e permitam um crescimento da importância que o setor tem cujos fiscalizadores trabalham com meios próprios ou recursos fornecidos pelas empresas que deveriam ser fiscalizadas. Não foram raros os relatos das dificuldades que tanto as empresas como os órgãos oficiais enfrentam para conseguir manter um mínimo de exatidão nas informações sobre a atividade.
Se analisarmos o fato de que as empresas possuem material bélico e têm como missão a responsabilidade de preservar o patrimônio de seus clientes, entre os quais se encontram instituições bancárias, indústria, comércio, escolas, etc., veremos como essa desídia das autoridades é preocupante.
A ABREVIS tem procurado, no decorrer dos últimos anos, colaborar com as câmaras dos países vizinhos, proferindo palestras e distribuindo farta bibliografia sobre as leis e os procedimentos vigentes no Brasil. Sempre é citado o fato de que no Brasil temos apenas uma lei para regulamentar a atividade e, embora sejamos um país continental, essa lei é devidamente aplicada e permite que tenhamos números confiáveis sobre as atividades em cada estado da União. Obviamente não se aplica essa exatidão se formos considerar a clandestinidade existente. Porém, a clandestinidade não é de responsabilidade das empresas, que são vítimas nesse aspecto.
Considerando todas as informações que transitaram nesse congresso, queremos destacar a importância do evento.
A CAESI foi muito feliz ao abordar o tema relacionado à fiscalização, propiciando que os problemas de cada país fossem expostos e discutidos entre os presentes. O assunto mostrou que soluções poderão ser encontradas se eventos análogos forem realizados.
Por sugestão de quase todos os países, o Brasil deverá organizar o próximo encontro de autoridades fiscalizadoras, em que os resultados das ações planejadas nesse evento poderão ser expostos e auferidos os resultados.
Revista SESVESP | 19