Revista Sesvesp Ed. 100 - Março / Abril 2011 | Page 49
evento
8º Congresso Infra – Facility & Property Management
N
os dias 13 a 15 de
abril passado, foi
realizado o 8º Congresso Infra – Facility
& Property Management, um dos maiores encontros
de profissionais de gestão de serviços e de infraestrutura em ambientes construídos, responsável
por administrar múltiplas disciplinas de serviços e infraestrutura
para assegurar a funcionalidade
do ambiente, integrando pessoas,
espaços, processos e tecnologias
de forma sustentável.
Sob o tema Vamos Juntos com
o Brasil, o evento aconteceu na
sede da FECOMÉRCIO, e foi pautado nas posturas que as empresas devem ter para participar do
crescimento, neste momento histórico da conjuntura brasileira. O
objetivo dos organizadores também
foi apontar caminhos para que todos - compradores e prestadores
de serviços - possam usufruir as
oportunidades de negócios, empregos e melhorias dos serviços e
da infraestrutura das operações
nos equipamentos prediais.
Idealizado e coordenado pela
equipe da Revista Infra, o evento
contou com um bloco voltado à segurança. Sob o tema “A Dicotomia
entre a necessidade de mercado
e o que é ofertado” teve por objetivo apontar qual deveria ser a
visão sistêmica de quem contrata
segurança. A base da exposição foi
o Estatuto da Segurança, projeto
em aprovação, que integra a inteligência de organismos de várias
frentes da atividade. Com o debate,
os congressistas puderam obter
um “modelo mental” do que significa a singular arte de contratar
segurança, considerando todas as
mudanças que estão por vir.
Desse bloco, participaram
os profissionais:
Antonio Celso Ribeiro Brasiliano
diretor-executivo da Brasiliano & Associados
Em sua fala, Brasiliano apresentou as diversas normas
internacionais sobre gestão de riscos corporativos. Além
disso, mostrou matrizes e métodos de avaliação de riscos
para a mensuração e melhor defesa do investimento em
segurança perante a alta gestão. “O senhores conhecem
todos os riscos que envolvem a operação de suas empresas?
Conhecem as causas reais dos respectivos riscos”?
João Eliezer Palhuca
1º vice-presidente do SESVESP
Sua apresentação mostrou como o Estatuto da Segurança,
que está sendo discutido no Congresso, irá afetar a
contratação de segurança privada. Um dos maiores
benefícios dos debates ao redor do Estatuto tem sido a
maior conscientização da sociedade de que a contratação
regular de serviços de segurança é muito mais vantajosa
para o contratante. “No Brasil, temos por volta de 1300
empresas legais e cerca de 4000 ilegais. Essa é a realidade
difícil que nós enfrentamos porque a legislação atual é fraca.
A lei 7102/83 não consegue dar à autoridade pública os
instrumentos para combater a ilegalidade”.
Jorge Luis Carrera Fernandes
Presidente da ABSO - Associação Brasileira dos
Profissionais em Segurança Orgânica
Carrera apresentou a ABSO e o CES – Certificado de
Especialista em Segurança. “Entendemos como primordial
a capacitação dos vigilantes, profissionais muitas vezes
esquecidos nos postos. É importante conhecer as escolas
de formação e verificar como estão sendo dadas as aulas,
checar a grade curricular e horária”.
Marcos Nascimento Silva
Presidente da ABSEG- Associação Brasileira
de Profissionais de Segurança Privada
Silva apresentou a ABSEG e o ASE – Analista de Segurança
Empresarial. Também falou sobre gestão de segurança: “A
segurança não pode ser entendida como algo desconecto
da realidade empresarial. Ela tem que estar alinhada com
os objetivos e metas da empresa. O desafio do gestor de
segurança é criar um modelo que consiga integrar segurança
da informação, área de emergências, alinhar o corpo de
funcionários juntos aos indicativos de metas da corporação,
etc. Segurança tem que agregar valor. A contratação correta
de segurança passa por um planejamento maior, estabelecer
processos e ter ferramentas adequadas de gestão para obter
o melhor resultado com o menor esforço”.
Carlos Alberto Progianti
Presidente Nacional da ABESE - Associação Brasileira
das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança
Apresentou a entidade que preside, o SAQA – Selo Amarelo
de Qualidade ABESE e alguns números do setor: Mais de
10 mil empresas de segurança eletrônica, gerando cerca de
125 mil empregos diretos e mais de 1,4