Revista PrisMagazine Número 008 Ano I - Abril 2016 | Page 9

08 Informativo Técnico CBO Por Gilson Schropfer Diretor Técnico CBO A Orientação é uma modalidade espor va onde se testa a habilidade técnica e a capacidade sica dos compe dores. Graças ao trabalho de muitas pessoas, que estão dispersas em nosso país, de norte a sul e leste a oeste, que se dispõem a realizar trabalhos que apresentam o esporte à nossa sociedade, a orientação vem conquistando cada vez mais adeptos em todo o território brasileiro. Estas pessoas trazem novos adeptos, que conhecem uma modalidade espor va que tem como seu campo de jogo a natureza e aprendem a usar, respeitar e preservar este meio. No entanto, devido à complexidade da modalidade Orientação e a falta de um conhecimento técnico apurado, muitas vezes o esporte é apresentado de maneira incorreta. Como consequência temos uma grande perda de atletas antes mesmo que eles aprendam como é de fato pra car orientação. A CBO está trabalhando para reverter este quadro. E entendemos que a melhor maneira é aperfeiçoar cada vez mais os disseminadores da modalidade, através da capacitação técnica. A Comissão de Cursos e a Comissão de Mapeadores estão revisando e reestruturando os cursos da CBO. E desde já estão sendo ministrados cursos em locais onde se vê uma maior necessidade de levar conhecimentos apurados. Também será realizada, no ano de 2016, uma clínica da IOF com finalidade de aperfeiçoar o conhecimento de nosso pessoal, capacitando cada vez mais nossos quadros (Mapeadores, Traçadores, Técnicos, Árbitros e Gestores). Muitos são os fatores que devem estar de acordo para que uma a vidade de orientação seja desenvolvida de maneira correta, seguindo todos os requisitos exigidos nas regras do esporte. Entre eles destacamos aqueles que julgamos fundamentais para que uma a vidade consiga a ngir o obje vo: Campo de Jogo: É apresentado através de um bom mapa, feito por uma pessoa qualificada, conhecedora das especificações de mapeamento e que consiga representar no mapa tudo aquilo que é importante para o atleta fazer a leitura e a interpretação. Qualquer desvio das especificações de mapeamento pode comprometer em muito uma compe ção. O local para a prá ca da modalidade costuma ser em meio a florestas e campos, porém, com o desenvolvimento cada vez maior dos Campeonatos Sprint e mapeamentos com ISSOM, tem se diversificado cada vez mais os locais, principalmente em áreas urbanas com variações de escalas. Registre-se que a variação de escala é permi da apenas para fins didá cos. Em provas oficiais as regras devem ser respeitadas. Traçado dos Percursos: É um trabalho que exige planejamento de uma pessoa preparada e com experiência, conhecedora de todos os procedimentos, responsável por apresentar um percurso digno, que proporcione ao atleta sa sfação e superação de seus limites.O resultado esperado é um aumento na auto es ma do pra cante, sempre tendo atenção em respeitar as habilidades técnicas e o condicionamento sico do do atleta dentro de sua categoria. As categorias são dis ntas por sexo, idade e grau de dificuldade, indo do mais simples para o mais complexo. O traçador de percurso deve ter um cuidado muito grande em não confundir suas próprias habilidades técnicas e capacidade sica com o trabalho que irá desenvolver para atletas que estão em padrões diferentes de conhecimento técnico. Condições extremas: Em nossa modalidade temos poucos atletas que apresentam um condicionamento sico que permita submetê-los a a vidades extremas e jamais devemos confundir orientação como uma a vidade radical ou de aventura, que têm como caracterís ca levar os pra cantes a estas condições. Assim sendo, devemos evitar terrenos impróprios que proporcionam um grande desgaste sico e levem pe