PEQUIM 2008
PEQUIM 2008
Meninas do 4x100 m recebem as medalhas
Alexandre Loureiro / Exemplus / COB
Rosangela Santos, Lucimar Moura, Rosemar Coelho Neto e Thaissa Presti
Um dos pontos mais emocionante do 18 º Prêmio Brasil Olímpico, realizado a 29 de março pelo COB, no Rio de Janeiro, foi o ato que abriu o evento: a entrega das medalhas de bronze dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 às atletas que fizeram parte da equipe brasileiro do revezamento 4x100 m.
Rosemar Maria Coelho Neto, Lucimar Aparecida de Moura, Thaissa Barbosa Presti e Rosangela Cristina Oliveira Santos subiram ao pódio improvisado no palco e receberam as medalhas das mãos do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, para emoção dos convidados, entre eles o presidente da CBAt, Toninho Fernandes, e Roberto Gesta Melo, membro do Conselho da IAAF.
O quarteto brasileiro ficou em 4 º lugar em Pequim, mas ganhou o direito ao bronze em função da desqualificação da Rússia, que terminou em primeiro lugar, mas teve uma de suas atletas( Yulia Chermoshanskaya) com resultado positivo em controle de doping, refeito em 2016, com material colhido à época. Além das medalhas, elas receberam os diplomas referentes à conquista olímpica.
Com as mudanças promovidas pelo Comitê Olímpico Internacional( COI), a Bélgica levou o ouro e a Nigéria, a prata. Em Pequim, Ana Claudia Lemos Silva e Evelyn Carolina Oliveira dos Santos foram reservas, e Katsuhico Nakaya, o treinador.
Das quatro premiadas, Rosangela Santos continua em atividade. Lucimar e Rosemar se aposentaram há algum tempo e Thaissa encerrou a carreira no final do ano passado.
“ Realizei o grande sonho de todo atleta, que é o de conquistar uma medalha olímpica. É uma emoção diferente, que vem em um momento em que acabo de parar de competir. É o último capítulo da Thaissa atleta”, disse a ex-velocista paulistana.
Lucimar afirmou ter ficado muito nervosa na premiação.“ Estava muito tensa, mesmo com esta festa tendo demorado mais de 8 anos. Ficou a frustração de não ter dado a volta olímpica no estádio e não ter vivido a emoção na hora, mas o que vale é a nossa medalha”, lembrou a mineira.
Para Rosemar, o prêmio foi uma recompensa pela carreira dedicada ao esporte.“ Está sendo uma sensação incrível. A medalha prova que o importante é fazer o que se gosta”, afirmou a paulista.
Ainda na luta por conquistas, Rosangela comemorou muito.“ É triste a quase medalha. Acho que é o pior lugar do mundo”, disse, referindo-se ao quarto lugar.“ Agora, as coisas mudaram e graças à colocação podemos receber com toda a alegria o bronze”, comentou a atleta nascida nos Estados Unidos, mas carioca de coração.
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