Vencedor do Oscar como melhor roteiro original e dois prêmios como melhor filme e melhor atriz coadjuvante no Globo de Ouro, Quase Famosos é uma excelente obra que levanta outros pontos a serem analisados. Como o texto do jornalista Frankie Caracciolo para a versão norte-americana da revista TRIP, que comentou o impacto do longa em novembro de 2017. "O filme é um retrato ensolarado de um estilo de vida notoriamente calamitoso."
A publicação de Caracciolo entra fundo nos abusos da geração e carece de maior profundidade, embora o autor tenha definido o filme de maneira exemplar.
Em complemento ao artigo do escritor, ensolarado e calamitoso, Quase Fomosos é o reflexo do ser humano que anseia a realização dos desejos mais reprimidos da sociedade - desde os mais palpáveis, como sexo, dinheiro e drogas, até os mais escondidos da personalidade humana. Não é de se espantar o fascínio em relação a esses aspectos.
Evidente que o estilo de vida não é inerente do Rock N´Roll, mas sim da psicologia humana. Os anos 70 é só uma parte disso e o desenrolar continua no Funk, Rap e todas as esferas do corpo social. Longe de qualquer tipo de moralidade, diferente do argumento do Caracciolo, Quase Famosos é um fiel caminho para entendermos nossos problemas mais internos e como nós funcionamos.
"Esses caras são deuses". Disse um homem no auge de seus 59 anos. Ele se refere ao solo de guitarra da música “Stairway To Heaven” do Led Zeppelin, mas eu sei que pode ser muito mais do que isso.