A geração que ainda vive no nosso inconsciente coletivo.
Por Guilherme Urso
Na década de 70, acompanhar as bandas de Rock mais famosas e escrever sobre elas era o sonho de qualquer jornalista musical. Cameron Crowe, que na época era adolescente, realizou essa façanha ao conviver com nada mais nada menos do que Led Zeppelin, Lyrnyrd Skynyrd e Allman Brothers Band no auge de suas carreiras.
O jornalista trabalhava para a revista Rolling Stone e passou um tempo escrevendo entrevistas, críticas, bastidores de shows e turnês para um dos veículos mais expressivos do mundo da música. 30 anos depois, suas experiências viraram a personificação desse privilégio no filme Quase Famosos, lançado em setembro de 2000.
Mas você sabia que o longa é dirigido e escrito pelo próprio Crowe, que virou diretor de cinema e fez essa inesquecível autobiografia?
Não sabemos se o cineasta é tão tímido quanto o personagem inspirado nele, o garoto de 15 anos chamado William Miller (Patrick Raymond). Mas a banda Stillwater, em alusão aquelas que citei acima, remontou todo o vômito (literalmente) que um grupo de Rock do período poderia fazer. "Eu sou um deus dourado” gritou encima do telhado de uma casa e completamente bêbado o guitarrista do Stillwater, Russel Hammond (Billy Crudup) - dizem as más línguas que essa história é atribuída ao vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant.
“Foda-se!Eu sou gay!” diz em tom de confissão o baterista enquanto o avião do grupo está prestes a cair. Convenhamos, não importa quem seja e nada contra.