REVISTA MIOLO Miolo_12_05_2019 | Page 80

Figura 4. Manifestação “Bandeiras”, da Frente 3 de Fevereiro. Fonte: Frente 3 de Fevereiro, 2006 Uma palavra para mudar o discurso Por fim, retomamos aqui o potencial da “criatividade da prática”, proposto por Mbembe, na criação de novos discursos (como na oficina apresentada na Figura 5). A prática de insurgências colaborativas pode ampliar nosso horizonte, enriquecer subjetividades e provocar “o encontro do inesperado e do diverso” (Llansol, 2014), que possibilitam ver outros caminhos. Como nos diz Krenak (2019, p. 28), precisamos contar uns com os outros e ampliar nosso horizonte existencial para “adiar o fim do mundo”, contando sempre mais uma história: “Quando você sentir que o céu está ficando muito baixo, é só empurrá-lo e respirar.” Agradecimento As autoras agradecem a artista Georgina Maxim, do Zimbábue, pela partilha de experiências coletivas do contexto africano e pela rica conversa sobre o desejo de mudança e aos integrantes da iniciativa ¡n[s]urgênc!as, em Berlim. Agradecemos a Lea Rodrigues, Village Unhu e Frente 3 de Fevereiro pelas fotos. Lia Krucken agracede ao Programa Nacional de Pós-doutorado — PNPD/CAPES — pelo suporte à pesquisa e ao Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia/PPGAV.