Figura 4.
Manifestação
“Bandeiras”, da
Frente 3 de Fevereiro.
Fonte: Frente 3 de
Fevereiro, 2006
Uma palavra para
mudar o discurso
Por fim, retomamos aqui o potencial da
“criatividade da prática”, proposto por
Mbembe, na criação de novos discursos
(como na oficina apresentada na
Figura 5). A prática de insurgências
colaborativas pode ampliar nosso
horizonte, enriquecer subjetividades
e provocar “o encontro do inesperado
e do diverso” (Llansol, 2014), que
possibilitam ver outros caminhos.
Como nos diz Krenak (2019, p. 28),
precisamos contar uns com os outros
e ampliar nosso horizonte existencial
para “adiar o fim do mundo”, contando
sempre mais uma história: “Quando
você sentir que o céu está ficando muito
baixo, é só empurrá-lo e respirar.”
Agradecimento
As autoras agradecem a artista Georgina
Maxim, do Zimbábue, pela partilha de
experiências coletivas do contexto africano
e pela rica conversa sobre o desejo de
mudança e aos integrantes da iniciativa
¡n[s]urgênc!as, em Berlim. Agradecemos
a Lea Rodrigues, Village Unhu e Frente
3 de Fevereiro pelas fotos. Lia Krucken
agracede ao Programa Nacional de
Pós-doutorado — PNPD/CAPES — pelo
suporte à pesquisa e ao Programa de
Pós-graduação em Artes Visuais da
Universidade Federal da Bahia/PPGAV.