REVISTA MIOLO Miolo_12_05_2019 | Page 63

63 Nota introdutória: deixo aqui, caro leitor, um pouco do meu processo de metamorfoses de descobrimentos. De mim e de outros. Um corpo de múltiplas vozes, tomadas de formas, próprias, delas, que encontraram em mim um modo de se expandir, de existir, enquanto poesia, enquanto materialidade. É a própria escrita que me trouxe para este momento, uma forma particular de respiro, meu eu, minha alma, tudo num só, em mim. Respiro porque sinto, sinto tantas coisas. Respiro porque estou viva, um corpo de múltiplas veias enraizado em sílabas. ZULMIRA CORREIA