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Nota introdutória: deixo aqui, caro leitor,
um pouco do meu processo de metamorfoses
de descobrimentos. De mim e de outros.
Um corpo de múltiplas vozes, tomadas de
formas, próprias, delas, que encontraram
em mim um modo de se expandir, de existir,
enquanto poesia, enquanto materialidade.
É a própria escrita que me trouxe para este
momento, uma forma particular de respiro,
meu eu, minha alma, tudo num só, em mim.
Respiro porque sinto, sinto tantas coisas.
Respiro porque estou viva, um corpo de
múltiplas veias enraizado em sílabas.
ZULMIRA CORREIA