Revista Líder Coach - Setembro - Novembro - 2019 Revista Líder Coach 14 11 2019 | Page 27
Ao nos depararmos com novos
modelos de gestão, encontramos
diversos questionamentos sobre
os desafi os de adaptação na
transição do modelo de gestão
2.0, que durante décadas tem
sido o modo aplicado pela
maioria das empresas.
Esta nova geração, onde as
qualifi cações profi ssionais são
diretamente avaliadas pelo
conhecimento pessoal e intelectual
do ser humano tem feito com que o
mercado de trabalho mude o modo
de busca pelos seus profi ssionais.
O ensino superior completo já não
se faz diferencial na conquista por
uma oportunidade de trabalho.
Em minha vivência no ambiente
corporativo, em uma instituição
fi nanceira de renome, tive a
oportunidade de me deparar com
esse processo de mudança.
Quando iniciei minha carreira
em 2005, a formação em
administração, contabilidade,
engenharia era o ponto de
partida para se concorrer
às oportunidades.
Até então, as habilidades
com fórmulas, planilhas e
apresentações executivas davam
mérito e crescimento para os
profi ssionais daquele momento.
Repentinamente, como se
por um passe de mágica,
as preferências corporativas
passaram a ser por estagiários,
jovens com formação superior
ainda em andamento, pensamento
lógico, energia para a inovação
e senso de liderança nato.
As planilhas e apresentações
executivas já não faziam a
diferença, pelo contrário, eram
tidas como excesso de burocracia
e formalização que difi cultavam
o avanço competitivo.
A pergunta que se faz é:
Como nos adaptarmos a esse
novo modelo de mercado?
A resposta parece ser simples,
mas quando pensamos em
mudança de comportamento,
diferenças entre gerações,
inclusão da diversidade no mundo
moderno, muitos acabam se
perdendo no meio do caminho.
O passo a ser dado para
diminuição destes impactos e
o aumento da competitividade
profi ssional com essa
nova juventude está na
mudança de pensamento,
comportamento e atitude.
englobar todos os pontos de vista
de uma sociedade, fi nanceiro,
gestão de risco, valorização do
capital humano e satisfação do
cliente com maior necessidade.
” Tenho certeza de que, ao
desenvolverem todos estes
aspectos, os profi ssionais
serão o que as empresas
desejam para seu resultado.
É preciso se desprender do
mindset (a mentalidade) da gestão
2.0 e passar a protagonizar a
própria carreira, buscar forças
motivadoras, se empoderar das
atividades desempenhadas e
ter atitude de dono, estar aberto
para o trabalho em um novo
modelo de hierarquia, desenvolver
o trabalho coletivo e exercitar
cada vez mais a criatividade.
Como pessoa com defi ciência,
já obtive muitas conquistas e
reconhecimento no mercado de
trabalho, onde o maior diferencial
está na melhoria contínua,
esquecer dos preconceitos
e passar para os gestores a
confi ança de que independente de
alguma defi ciência, no meu caso
a visual, a entrega está garantida,
o raciocínio possui embasamento
e o resultado esperado pode
ser identifi cado e mensurado.
Apesar de uma longa trajetória
no mercado de trabalho, os
desafi os não param por aí.
Ser o agente transformador,
podendo mudar o mindset
das pessoas e ter a certeza
de que elas estão tomando as
melhores decisões de mercado,
montando as equipes certas
para o seu resultado e satisfeitas
com o que fazem tem um
longo percurso a se seguir.
Para encerrar, deixo uma
mensagem tanto para os
veteranos de carreira quanto
para a nova geração:
“O sucesso profi ssional só se
dará quando a nossa entrega
DIEGO CASTRO é Sócio da Plural
Líder Coaching e Treinamento,
formado em administração. MBA
em Marketing, Pós-graduado em
gestão de pessoas, certifi cado
em Management 3.0, lean
inseption e metodologia ágil,
com experiência de mercado em
Itau-Unibanco e Serasa Experian
em áreas de fi nanças, controle
de riscos e negócios digitais no
modelo ágil. É Palestrante e
Coach de desenvolvimento de
carreira, formado pela Sociedade
Brasileira de Coaching. É apoiador
de projetos de diversidade
para pessoas com defi ciência
e palestrante do Conselho
e da secretaria Municipal da
Pessoa com Defi ciência.
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