REVISTA LÍDER COACH Revista Líder Coach OUTUBRO DE 2015 #10 | Page 13

Pedi um violão para minha mãe falando que tocaria na igreja. Bem. Fui três dias e nunca mais. Quando a Agatha chegou para buscar o material emprestado, meu irmão, que hoje é baterista, tinha detonado o cd quebrou a capinha derramou café encima e tudo isso ocorreu justamente no dia e que ela ia pegar de volta o material que me emprestou. Quando eu devolvi tentei explicar o ocorrido e ela me disse: “Eu emprestei pra você e não para ele. O único irresponsável aqui é você.” E nunca mais falou comigo. Daí para cá tive que aprender sozinho e tomei gosto pela música. Gosto esse que transformou toda a minha vida.

Toquei em várias bandas, antes de seguir a minha jornada na música como guitarrista instrumental. Tive diversos empregos. O último foi em uma loja que vendia CDs e DVDs, além de instrumentos musicais. E lá eu desenvolvi boa parte dos meus gostos e das minhas influências na guitarra.

Nesse meio tempo de mudança de área nasceu meu 1º filho: O Príncipe Arthur Cláudio. E aí, pela 1ª vez eu vi meu sonho sendo colocado em pauta: Ou a música ou o sustento de uma família. Decidi que não desistiria mesmo com todos sendo contra. Assumi a paternidade. Formei minha família com a Camila Cristina e continuei na luta, só que com responsabilidades bem maiores ainda. Mas ainda com a banda e não via nada acontecendo, nada mesmo. Em 2012 eu pedi demissão para abrir um negócio próprio com uma amiga minha e no meio da jornada minha mente se ligou que, o dom que eu tinha ganhado estava indo embora. Eu não queria perdê-lo Desisti do negócio e fui viver da Arte de Rua.

Aí mais uma prova colocou meu sonho em pauta: O nascimento da minha Princesa Lara Geórgia e justamente quando eu tinha pedido demissão e desistido de tudo para começado a tocar na rua. Mas eu não desisti. Coloquei mais essa na conta e fomos. Aos poucos eu fui me identificando e entendendo como a arte de rua funciona e fui fazendo uma coisa que eu não sabia que estava fazendo.

Inspirando pessoas a buscar seus sonhos, fui conhecendo e sendo convidado a falar da arte de rua e a participar de documentários e sendo visto e ouvido por mais pessoas. As pessoas sempre me apoiaram na rua compravam meu CD e voltavam para comprar e dar de presente para seus amigos. Na rua conheci meu parceiro de composições e de projetos: Thiago Coiote. Nos juntamos, porque ele busca a voz e eu, a guitarra. Digamos que foi um casamento perfeito. Formamos o Black White. E aí ganhei mais um gás para continuar nessa jornada. E assim continuei como Elzo Henschell nas ruas e nos Pubs Black White com meu amigo Coiote.

REVISTA LIDER COACH | Outubro | 13

Foto: Felipe Brandão