REVISTA LIDER COACH | Novembro | 47
Você se dedicou aos projetos certos em 2015?
Rita Rodrigues
Esta época é cercada de reflexões e todos se perguntam se fizeram tudo o que tinham planejado ao longo do ano. E você? Já fez sua reflexão? Algumas pessoas nem sequer se lembram o que pediram ao pular as sete ondas ou ao fazer o brinde da virada. Outras, sabem exatamente qual foi o motivo do pulsar de seu coração neste momento.
Se você se lembra do que planejou para 2015, é hora de conferir quais os objetivos que você atingiu. Se não atingiu parte deles, vale refletir sobre quais foram os motivos. Afinal, nem sempre é ruim não fazer o que foi planejado na sua vida pessoal ou profissional. Talvez você tenha planejado passar férias em um lugar radical, que exigiria muito da sua forma física, mas teve a surpresa da chegada de um bebe para alegrar a família. Pode ser que você tenha planejado se mudar de país, mas encontrou o amor da sua vida pertinho de casa. Enfim, muitos são os fatores positivos que podem alterar nossos planos.
Por mais que o planejamento pessoal seja um norte a seguir, não podemos deixar de viver oportunidades para cumpri-lo à risca. Por outro lado, não vale a desculpa de aproveitar a vida loucamente e se tornar negligente demais com seus planos. Já pensou se você planejou investir ou poupar determinada quantia para realizações futuras e descobre que ao longo do ano você só gastou em coisas efêmeras, que passaram e não agregaram nada na sua vida?
Outro hábito que não é nada saudável para seus planos e realizações é colocar a culpa em terceiros. É claro que o cenário econômico brasileiro não ajudou muito este ano, mas não é por culpa da Dilma que você não corrigiu o curso de seus planos, não é mesmo? Os planos devem ser revisitados ao longo do ano e o curso ajustado à medida que fatores externos e incontroláveis acontecem.
Um bom planejamento requer simulações e alternativas. É certo que planejamos sempre o caminho feliz, mas já no primeiro mês do ano, podemos começar a simular situações, como por exemplo: Se eu fosse demitido hoje, o que eu teria que fazer? Acreditem, isso não é pessimismo! Sou muito otimista. Prever fracassos é um forma de estar preparado para alguns embates da vida e ter poder de resposta mais ágil sobre situações indesejáveis. Porém, o exercício de prever fracassos também requer acreditar em novas soluções. Não é saudável se afundar no medo de que os fracassos aconteçam. Isso paralisa.
Outro aspecto importante da análise é perceber se seus esforços foram direcionados para boas escolhas. Você pode ter cumprido tudo o que planejou, porém sem ter os resultados esperados. Neste caso, vale verificar onde foi a falha de sua estratégia. Pode ter sido falta de experiência, conhecimento ou até mesmo ter superestimado os resultados. Para não errar novamente, discuta seus planos com alguém que possa complementar sua visão.
Então vamos lá, analise seus últimos 11 meses, procure listar as lições aprendidas, o que te influenciou positivamente e negativamente. Tenha orgulho de suas realizações e aprenda com as que não foram bem sucedidas. E aproveite o último mês para finalizar ou recuperar algo que seja possível.
Mas acima de tudo, agradeça por ter a oportunidade de estar finalizando mais um ano. Lembre-se que muitos ficaram pelo caminho, alguns deles por fatores incontroláveis e imprevisíveis, como a tragédia ocorrida em Mariana. Não deixe de acreditar que cada despertar é sempre uma nova chance de ser feliz.
Rita Rodrigues | Gerente de Projetos na Alelo, formada em Análise de Sistemas pela UNIP. Cursou MBA de TI Aplicada à Estratégia, pela FGV. Especializou-se em docência e cursa Pós MBA em Gerenciamento Avançado de Projetos. Atuou em diversas áreas como Governança de TI, Segurança da Informação, Processos e Auditoria, em empresas como KPMG, Vivo, Banco Alfa, Ipiranga e Bradesco.