REVISTA LÍDER COACH N 13 - Janeiro - 2019 - Ano VI | Seite 52

COWORKING: “NOVO” NA ECONOMIA COMPARTILHADA ERNISIO MARTINES Tenho sido indagado nos últimos tempos, tanto por investidores como às vezes pela imprensa, sobre o que representa este “novo” segmento da economia compartilhada. A primeira coisa que me vem à mente é de que talvez muitos profissionais e até mesmo muitas empresas não possuam a informação de que o modelo de coworking já está com 22 anos de existência no Brasil. Este fato podemos e devemos classificar como um grande mérito para o segmento, porém já não podemos comemorar muito quando falamos de reconhecimento oficial pelos órgãos competentes nas três esferas do poder, desde o federal, estadual ou o municipal. Dentre os milhares de municípios de todo o território, não chegam a vinte os que já se preocuparam em compor uma legislação coerente para que esta modalidade de serviços, que cresce a cada ano em média de 20%, possa se sentir segura ao ponto de ter a sua atuação protegida, de certa forma, contra algumas armadilhas que o mercado costuma acarretar ao gestor das empresas com esta finalidade. Quando olhamos para a legislação estadual, nenhuma das 27 unidades da federação possui qualquer menção ao segmento e, levando para o âmbito federal, é de igual condição. Felizmente podemos agora respirar mais aliviados, pois finalmente a 52 ANCEV está prestes a ter aprovado no congresso nacional o primeiro PL que trata do segmento, tendo sido este composto pelos integrantes da Associação com o apoio de alguns políticos que se solidarizaram com o problema e resolveram levar adiante o PL 8300-2017. O mesmo teve um retardo em 2018 devido ao ano eleitoral e as conturbadas eleições, mas agora já reiniciamos os contatos para colocar o projeto em votação final. Em paralelo, também estamos comemorando iniciativa semelhante na prefeitura de São Paulo e no governo estadual por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Temos ainda uma grande batalha pela frente para vencer. A taxação de impostos e uma outra questão interna de unificarmos o setor como um único bloco que busca os mesmos objetivos no mercado, por meio da padronização de serviços, de um sistema de qualidade e de um