REVISTA LÍDER COACH N 13 - Janeiro - 2019 - Ano VI | Page 42

ESPELHO, ESPELHO MEU... ANDREA GUERREIRO 42 Somos quem pensamos ser, mas nem sempre quem gostaríamos de ser. A boa nova é que com vigilância, disciplina e persistência, podemos sê-lo. singular. E, por mais que tenhamos conhecimento técnico e experiência, cada um deles representa a oportunidade de um novo aprendizado. Como na Sala dos Espelhos, comuns nos circos de outrora, espelhos distorcidos são capazes de gerar imagens que nos revelam de diferentes formas. Para que sejamos capazes de ajudar outras pessoas por meio do coaching, devemos primeiramente lançar um olhar sobre nós mesmos. Há alguns dias, um deles parecia não me escutar, mas observei que se travava de um intenso diálogo interno. Apesar de não nos retratarem como vemo-nos habitualmente, ainda assim é o nosso reflexo que se apresenta diante de nós. Por isso, este artigo é dirigido a coaches como eu – pessoas de carne e osso – afinal, não somos super-heróis, temos medos, crenças limitantes e outros “probleminhas de ordem humana”. Para nós, o coachee é único, Exigiu alguma perícia para contornar a situação, mas o ponto que desejo abordar neste artigo é distinto, diz respeito a mim, pois fez-me lembrar de uma máxima que assumi como “mantra”: “o outro é um espelho que reflete nossas virtudes e defeitos”. Numa autoanálise recente, observei o quanto tem me exigido esforços equilibrar empatia e distanciamento crítico dos espelhos côncavos e convexos. Para um coach, a escuta empática