REVISTA LÍDER COACH N 13 - Janeiro - 2019 - Ano VI | Page 12

O PODER DO PERDÃO ROGÉRIO DE MOURA Pombos, automóveis, ônibus, caminhões, motocicletas, ambulâncias, viaturas. Sirenes, buzinas, fumaça. Em meio a esse quadro urbano, Ulisses vagava sem rumo, em meio aos pedestres, com o celular nas mãos. Não encontrava razões para o término da relação. Assim como não encontrava razão para não ter amigos para, em um momento como esse, afogar as mágoas em um balcão de bar. Muito menos para estar desempregado. Tinha diploma de curso superior, fez bons cursos de pós-graduação. Havia terminado noivado com Rita e não sabia o que fazer da vida. Perdeu Era determinado na medida certa, perseverante o suficiente e Um oceano de pessoas caminhando pelas calçadas, com direito a tropeços e cotoveladas. 12 o emprego, semanas atrás, onde trabalhou por pouco tempo, assim como nos empregos anteriores. aguerrido, não temendo qualquer batalha ou adversidade. Sentia- se um líder não compreendido. Somente Rita o compreendia. Os demais, inclusive os familiares, reclamavam de seu “jeito de ser”. Chamavam-no de prepotente e arrogante. Reclamavam que, de sua boca, era raro se ouvir um “obrigado”, um “por favor”. Não há notícias de que, alguma vez em sua vida, pronunciou a palavra “desculpe”.