REVISTA LÍDER COACH MAIO DE 2015 # 5 | Página 40

REVISTA LIDER COACH | Maio | 40

VULNERABILIDADE

E ESTRESSE

INDIVÍDUOS E EMPRESAS SOB OS

EFEITOS DO TRAUMA EMOCIONAL

Alfredo Barbetta

O Estresse como o conhecemos hoje, pode ser a causa de inúmeros males, nos níveis cognitivos, emocional, comportamental e físico. Leva a uma O estresse leva a hiperativação de regiões do Cérebro, gera atitudes que não controlamos, instala crenças negativas, altera a percepção da realidade e também o senso de Self.

O estresse gerado no contexto da vulnerabilidade vai ser sentido de formas e intensidade diferente por cada indivíduo, porém, todos compartilhamos das consequências que podem durar um minuto ou uma vida. Um trauma tira a capacidade de escolha – a pessoa responde de forma disfuncional – perde o controle sobre seu corpo, pensamentos e emoções.

O trauma faz com que acreditemos em mentiras a nosso respeito – crenças negativas. A impotência traz pensamentos obsessivos e intrusivos – revivências, promovem sofrimentos intergeracionais, limita a capacidade para aprendizagem que é bloqueada/afetada (metaforicamente, não há espaço no cérebro para novas aprendizagens), gera muito “barulho interno” que leva a condutas violentas e/ou compulsivas.

Enfim os efeitos da vulnerabilidade são desastrosos. Quanto mais atento estivermos aos sinais de uma possível demissão, ou do momento em que um afastamento ou mesmo a mudança de emprego/carreira devem acontecer, melhor, pois assim você poderá controlar seu destino. Pessoas autorrealizadas também erram, também se entristecem, também perdem. O que diferencia uma pessoa atenta ao seu cotidiano daquelas que colocam suas vidas nas mãos da organização é que as primeiras têm a oportunidade de antecipar e diminuir os riscos do futuro. E assim interferir na realidade criando um futuro diferente para si e para aquelas pessoas com as quais se relaciona. Mas, caberá sempre à organização o cuidado de adotar ferramentas que promovam uma maior cumplicidade das pessoas com a empresa e também encontrar formas cada vez mais humanizadas de desligamento, afinal as organizações são sistemas vivos, humanos, complexos e como tal também podem escolher o que gostariam de provocar na vida das pessoas que a servem, do seu entorno e da sociedade como um todo.

A relação humana é, de longe, a mais significativa forma de incentivo. Humanizar as relações e processo de trabalho, reduzir a competição interpessoal e interdepartamental, e promover a colaboração e a integração. Criar e manter um clima organizacional adequado são questões que, de tão simples e repetitivas, são esquecidas, e, ao desvalorizar o ser humano as organizações então contribuem com as patologias do trabalho, gerando descompromisso, críticas, deslealdades, traição, enfim, acabam reforçando o que mais abominam.