Fabrício Mendes
Teólogo e mediador pela Faculdade Messiânica. Estudante de Psicanálise pela NPP. Fotógrafo formado no Senac.
A felicidade tornou-se sonho último, meta primeira dos indivíduos da contemporaneidade, e para tal conquista quase tudo se tornou válido.
A moral e a ética que foram estabelecidas numa tentativa de freio dos impulsos e uma forma de nos relacionarmos em um grupo, estão ficando cada vez mais distantes de uma realidade, graças a essa busca desesperada pela felicidade onde a regra é: seja feliz e não importa a que preço conquiste, lute, vença, mas, faça parte do grupo dos felizes.
Buscamos a felicidade e encontramos um enorme vazio onde a depressão se faz, ou seja, sonhamos com algo que nem sabemos o que é ou como se conquista de fato, e deparamos com o que mais tememos, o horror pela depressão se apresenta cada vez mais com uma grande força fazendo os indivíduos sentirem a mais profunda insatisfação e dor jamais pensadas.
Ora se tudo que fazemos em nosso dia-a-dia é para sermos felizes: estudamos, trabalhamos. Em nossos relacionamentos interpessoais e amorosos, consumimos cada vez mais, e mesmo assim a felicidade parece se fazer cada vez mais distante, o que fazer então para poder alcançar esse grande prêmio que tanto a ciência como a religião nos oferecem? Haverá uma resposta para tal indagação?
Nietzsche filósofo alemão do século XIX em um dos seus aforismas fala sobre o amor fati o amor pelo que é. Minha fórmula para a grandeza no homem é amor-fati: não querer nada de outro modo, nem para diante nem para trás, nem em toda eternidade. “Não meramente suportar o necessário, e menos ainda dissimulá-lo – todo idealismo é mendacidade diante do necessário -, mas amá-lo” – Nietzsche.
Será possível acharmos numa visão como essa um princípio de construirmos uma nova ideia de felicidade? Deixo aqui a minha indagação sobre um tema cada vez mais complexo de um tempo com escolhas cada vez mais variadas aonde sabemos cada vez mais e temos mais e mais dúvidas e incertezas sobre nós mesmos, aonde a angústia se faz cada vez mais presente.
Um ponto de equilíbrio . Tudo se torna ainda mais complexo quando nessa busca somos ludibriados pelo o que o prazer nos proporciona, e então damos a esse prazer o status de felicidade. Evidente que não podemos perder o desejo de sonhar, de nos fascinar pelos acontecimentos, mas precisamos ter em mente, aonde começa o que determina o nosso agir sobre o mundo que nos cerca e aonde termina o outro que nos faz sentir como crianças que descobrindo e fantasiando os acontecimentos consegue encontrar sempre alegrias na simplicidade dos fatos.
A BUSCA DA
FELICIDADE
Fabrício Mendes
REVISTA LIDER COACH | Junho | 08