REVISTA LIDER COACH | Julho | 44
O VOLUNTARIADO COMO FORMA DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL
Antonio Carra - Colaboração Cristina Lamb
Como dizia o patrono da FMO - Fundação Mokiti Okada, que leva o seu próprio nome, “para ser feliz, torne o próximo feliz”. Somente quem já fez trabalhos voluntários sabe a satisfação que há em ajudar os necessitados.
Para participar como voluntário da Campanha Solidária os empresários e seus colaboradores podem contar com a equipe da FMO, sobre como se dá todo o processo. A FMO está presente nas principais cidades do Brasil e presta total apoio às entidades e às empresas que desejam se desenvolver por meio de ações voluntárias.
O processo da Campanha Solidária é totalmente formalizado, junto aos órgãos reguladores. Desde a seleção de entidades a serem assistidas, passando pelo recolhimento das doações, são emitidos recibos exigidos legalmente. Dessa forma pode-se demonstrar para quais instituições as doações arrecadas foram entregues. Há que se ressaltar que os valores das doações não podem ser abatidos do Imposto de Renda.
O objetivo deste artigo é motivar o voluntariado como forma de desenvolvimento profissional, focando mais na pessoa do que na instituição (desenvolvimento de competências comportamentais).
Ser voluntário é doar tempo, trabalho e talento. Reflita sobre o talento que deseja partilhar, busque instituições com as quais se identifica.
Trabalho voluntário é um excelente exercício de autoconhecimento. Para jovens pode significar o início da preparação para o mercado de trabalho, não somente para adquirir experiência, mas, sobretudo, pelo contato com valores, regras e hierarquias de um ambiente de trabalho. Para os mais experientes constitui-se numa rica oportunidade de desenvolvimento de inúmeras competências.
Ao vivenciar diferentes realidades, o profissional tende a perceber o mundo de uma forma mais integrada e colaborativa, fortalecendo a capacidade de atuar em equipe e a visão sistêmica. Trabalhar com poucos recursos impulsiona a criatividade, a persistência, a flexibilidade e fortalece a tomada de decisão mais assertiva. Há também a possibilidade de conhecer outras áreas fora daquela de sua atuação, expandindo o universo e explorando novas potencialidades, exercitar liderança, desenvolver comunicação, ampliar a rede de contatos e amizades, e muitas outras. Além do que, engajar-se em uma atividade prazerosa reduz o nível de estresse e renova as energias.
Existem muitas empresas que já adotaram um programa e observaram que seus funcionários se dedicam a atividades voluntárias e gostariam de contar com o apoio de seus empregadores para prosseguir ou ampliar essa atuação. Hoje precisamos mais e mais de empresas que correspondam a essa expectativa, inclusive com gestores que estejam atentos a esses aspectos das pessoas e do seu relacionamento no interior da empresa.
As empresas já perceberam que as pessoas buscam muito mais o crescimento da felicidade do que qualquer outra coisa.
Agradeço à Cristina Lamb que contribuiu neste artigo voluntariamente.
Antonio Carra
Empresário. Economista. Coordenador de Relação Institucional da Fundação Mokiti Okada – Área São Paulo Capital.