Revista LiteraLivre Revista LiteraLivre 8ª edição | Page 31

LiteraLivre nº 8 – Mar/Abr de 2018 Amargo adeus! Andrieli dos Santos Coronel Vivida/PR Cantou na minha janela um rouxinol, como eu tinha tanta certeza que era rouxinol, se eu não conhecia rouxinol? Mas rouxinol seria pássaro mesmo? Abri os olhos e não vi janela aberta, tão pouco com um pássaro cantando, o único barulho era o despertador. Sonhar me fazia tão bem, sonhava acordada, imagina dormindo! Era "meia" louca! Dei atenção às críticas dos outros e quando dei na alma ela já estava em outro corpo. Não em outro definitivo, no meu mesmo, mas em outro estilo. Tanto minha alma sofreu, chorou, sentiu, teve porém que aderir a mudança tão rápida quanto nova. Afinal, quem manda nela sou eu! Ela quis me abandonar, implorei que não fosse eu precisava dela agora tanto quanto ela precisava de mim, ela não se foi, mas parece que sim, vi que sua mudança afetava a mim tanto quanto a minha talvez a tivesse afetado. Olhei para trás, mas não valia a pena voltar, quando algo se repete não é igual, até uma simples vírgula mudaria, imagino a experiência, mas o que vale muito é olhar o lado bom de continuar, como a água que sacia a sede, a lembrança sacia a saudade. Adeus infância, sempre será parte de mim na lembrança. Passe bem até encontrar outro alguém, que a tenha com orgulho, e que enquanto a ter não veja o quanto a vida é curta! escre-vidas.blogspot.com.br/ 26