Revista LiteraLivre Revista LiteraLivre 8ª edição | Page 28

LiteraLivre nº 8 – Mar/Abr de 2018 Adereços Maurício Régis Camassandí (Jaguaripe)/BA Beirando o litoral das rochas, A salgada água chega ao encontro. As montanhas longínquas São de enormes as visões. É a certeza da tão bela inspirável. O emotivo meu presente, Pulsa em cadência à reciprocidade. Até quando a boca de nada a dizer? O que está em falta, entretanto? Gaivotas, andorinhas, Garças brancas, garças cinzentas, E aí, uma nascente do girassol! As finas chuvas do céu descem, Riscando o imaginário das vistas. O gesto teu de carinhos, É o que preenche lacunas. E converte toda esperteza Para uma segurança ingênua. Pedras pequenas: Trituradas, arredondadas, Polidas, rústicas, Pontiagudas, que desprezam, Que ali usam adornos! Ruído enjoativo da demora! Mês procrastinado que demais teme A travessia da ânsia! Estão doloridas as pontas De teus dedos. Sobre a verde grama, Com a delicada pisada, Voláteis pegadas soltam-se. Em torno do pescoço, Às voltas do punho esbelto, A cintura, portanto está curvada. Uma face desenhada, Tal como o cacho viçoso de maçãs. Pulseiras: colares de safira, De ônix, de pederneira, De ágata, de jade, E de distinto objeto imaterial. Eia, sorriso empinótico! Galope cativo dessa bonança; Como o sol de verão, 23