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LiteraLivre nº 4
Tu Acordas a Poesia
Wesley Ribeiro Dias
Sobral/CE
A poesia é uma velhinha senhora
E tu és jovial, és moça galharda
Que quando cicia não muito tarda
Para que à velhinha se rompa a aurora.
A anciã com tua agradabilidade sonora
A pulsar-se novamente não retarda
E não há chama que mais arda
Do que quando a acordas como agora.
Dize algo e ela se espreguiça
E vem lírica, vem cálida, vem castiça.
Ela responde à tua linda eufonia.
Amo-te, moça eficiente e esperta
Que luz à minha vida oferta
Quando acordas brandamente a poesia.
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