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LiteraLivre nº 4
Quase Inteiro
Maroel Bispo
Feira de Santana/BA
Nunca fui meio verdadeiro,
Abstrato ou meio termo.
Sempre encarei a plenitude,
O todo do ser que sou.
Toda dor, todo intento,
Toda persona, todo amor.
O homem quase inteiro,
É aquele que habita ali.
O homem que grita e foge,
Partindo por estradas Íngremes.
Entrelaço-me nas imagens,
Cópias das pessoas.
Prendo-as nessa redoma,
Extratos de símbolos imaginários.
Resquícios do amor enraizados,
Homem diluído em fragmentos.
Natureza humana em desencanto,
Polos que se excluem e se afastam.
Dualidade de fios não tecidos,
Hoje, partido, me falta a palavra.
Saudades do todo que fui um dia,
Reminiscências fluidas, passadas.
Sou réu de versos que divagam,
Querendo, quiçá, se tornar poesia.
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