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LiteraLivre nº 4
O Último Bar
Vinicius Emidio
São Paulo/SP
Domingo 23h00
Mas que dia... Eu aqui nesse bar, tão sujo que não consigo sequer enxergar as
janelas de tão empoeiradas.
É estranho porem em lugares assim fico intimidado e limito a mexer a cabeça
no Máximo 20 graus para os lados.
As únicas coisas que podia ver eram as pequenas e chamativas luzes de LED
escrito “Cerveja”, claro o rostos aparente de decepção e tristeza de cada um no
local.
Que horrível esse tipo de lugar deveria ter uma grande seta na porta de
entrada escrita “autodestruição”.
Domingo 23h20min
Ele finalmente chegou Pedro, o cretino me chama pra tomar uma cerveja num
domingo em um lugar horrível desses, por amigos assim é que não sinto falta
de inimigos cuidando da minha vida.
Cumprimentamo-nos e Pedro não deixa de dizer uma de suas pérolas.
Pedro: - Te deixei esperando muito tempo? Desculpe-me, é que sua mãe não
me dava folga... Como vai Derek?
Derek: - Muito engraçado você, como sempre.
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