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LiteraLivre Edição Especial nº 03 - 2019 O destino, a triste sorte O futuro assombroso E o pérfido riso jocoso Inocente criança nascida, Com um sorriso puro, quando crescida, Não é capaz de imaginar ou mesmo esboçar Quantas trilhas sinuosas estão a te aguardar Não concebe o jovem audaz Como o futuro é voraz Como a violência é arredia E como o aço brandia Melancólico destino que se descortina Cambaleante, o jovem segue sua sina Tropeça aqui, cai lá Atingido por uma bala a lhe fulminar Um grito seco, uma oração emudecida Estende a mão, de sujeira enegrecida Em busca de perdão, de alento Resta a solidão, uma dor, um tormento Eis o filho nascido Sem futuro a ser concebido Cai sem vida na via ardorosa É o destino, mater dolorosa! Em gritos mais uma vez O suor escorre por sua tez Não são as dores da parturiente Mas a perda do filho inocente [45]