LiteraLivre n º 3
abertura do poço de onde caiu. Sentiu então desvanecer-se suas forças junto ao sangue que escorria de seu corpo junto as fontes cristalinas. João estava em seu fundo e como último esforço virou-se para o lado e contemplo infindáveis dobrões, moedas de todas gerações acumuladas como num grande cofre natural. Seu sangue que manchava as imaculadas águas corria entre as peças de ouro e prata. Naquele momento ele finalmente compreendeu, o poço que lhe atraiu, não lhe traiu, mas apenas cumpriu o que ele sempre clamou em sigilo insondável, morrer rico. Lá estava ele agora cercado de toda riqueza que sonhou e clamou, o depósito de inúmeros pedidos e desejos cujas histórias nunca conheceu, mas que de um modo a outro o levou inexoravelmente até aquele momento.
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