LiteraLivre nº 3
Nau Sem Rumo
JackMichel
Belém/PA
A uma nau sem rumo lancei-me
sem querer chegar em porto seguro...
Ordenei aos leves ventos que partissem
para os confins dos mundos
e chamassem os ciclones.
Sem velas e sem bússola,
a nau rota, sem rumo certo,
farandolava insanamente, sem magia,
no compasso do turbilhão...
E o meu pensamento – atado ao cárcere
da Incompreensão descomunal –
também singrava, esfazendo-se,
como se fosse vetustos selos de coleção!…
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