Revista LiteraLivre 1ª Edição | Page 94

LiteraLivre nº 1 Súplicas da Solidão Fausto Diniz - Belo Horizonte/MG EAPOE !!! EAPOE !!! mande -me seu corvo Pois dele eu vou precisar Mande-me também a Minerva Para que nos seus ombros, eu possa lamentar. No calvário de meus desidérios, incessante eu vou clamar Minha solitude eterna, no manto da escuridão Em prantos vão transformar Nas asas do corvo negro, no infinito irei morar. Das montanhas tenebrosas ouço os ventos a sibilar Das grotas profundas ouço os regatos a chorar Sob as asas do corvo negro, incólume Pairando na imensidão Abominável que sou, sem forças para soerguer Vislumbro no infinito o eterno anoitecer Minha voz se calou ha muito, nas profundezas de minh’alma Mudo estou sem mordaças para conter. Vejo-me na solitude a cada instante enlouquecer 89