LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
Ivanildo Antonio dos Santos Pessôa
Capanema/PA
Garças
O amor nasceu no dia em que
as garças embranqueceram
o céu.
Penas brancas em uma
rajada de luz.
O amor desenhou muros nas
janelas escancaradas para o
rio.
Sombras tristes nas
paredes nuas.
O amor cantou uma canção
de despertar soluços na
boca do violão azul.
Um desafino frio em
cordas dormentes.
O amor partiu no instante
em que o sol iniciou o
mergulho final.
Um voo que acendeu
as velas da solidão.
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