LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
Rosimeire Leal da Motta Piredda
Vila Velha/ES
A guerra é desnecessária
(Quem dera que a guerra pudesse ser evitada através de diálogos e as pessoas
compreendessem que a paz é o que todos desejam.).
Há um conflito, várias pessoas discordam acerca de um tema, mas, ninguém
quer abrir mão de suas convicções. Assim se inicia a guerra.
Todos lutam entre si para demonstrar que estão com a razão. Os líderes
traçam planos, contudo, no fundo são egoístas, pois pensam apenas em seus
ideais, não se preocupam em quantas vidas serão perdidas.
Para colocar suas estratégias em prática, envolvem uma multidão...
inocentes que nada têm a ver diretamente com a questão em discussão. Logo
morrem milhares de civis, são destruídas cidades, uma população inteira.
O sangue derramado satisfaz o vencedor. Só então, percebe-se que o motivo
era insignificante, não era necessário exterminar ninguém, bastava simplesmente
entrar num acordo, encontrar uma solução adequada. Porém, em sua opinião,
vencer é matar, é eliminar os obstáculos do caminho, provar que é o melhor. O
chefe de uma nação deve defender o seu povo e, por isso, não terá que prestar
conta a sua consciência. No entanto, embora equivocadamente, tenha a certeza
de estar agindo corretamente, de alguma maneira virá a cobrança por seus atos
inconsequentes. Porque entendemos que é impossível consertar o mal causado: o
estrago foi devastador.
A consequência da guerra fica enraizada na alma, no trauma de quem a
viveu, nas imagens do antes e do depois da decisão irrevogável.
Esta crônica” faz parte do livro:
• Livro "Voz Da Alma" - Editora CBJE - Rio de Janeiro - RJ - Brasil – Novembro/
2005 - Autora - Rosimeire Leal da Motta Piredda
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