Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 257

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 Vânia Bandeira Aracajú/SE Um Instante Mágico Não sei qual dia da semana era, eu estava sentada a beira mar em uma confortável cadeira de praia, já era noitinha, a brisa tocava em meu rosto suavemente, trazendo uma leveza em minha alma, Calmaria e respiração profunda saiam do meu coração a deslumbrar tanta beleza, o mar conversando comigo, sua dimensão infinita. Ah! O mar, quanta força, suas ondas gigantescas, seu horizonte tão distante, mas tão perto. Ah! O mar, quanta pureza, mas quanta valentia, quanta imensidão... Fiquei ali por longas horas, senti um arrepio, friozinho bom, um afago, me senti abraçada, me aqueci com o meu moletom verde, adormeci. Já era quase manhã, eu fitando o mar, ouvindo a melodia de suas ondas, o cantar dos pássaros. De repente um outro som se mistura, sinto confusão em meus ouvidos, olho para o alto, vejo um helicóptero, desce uma corda, algo refletindo a beleza do céu e o mar, uma bateria instrumental dourada, ali na minha frente é deixada em um tapete azul, Quanta imponência naqueles instrumentos, fiquei a admira-los por alguns minutos, em minha volta ninguém, só eu ali, continue a fita-los, sem entender. Comecei a ouvir o som, mas quem os tocavam!? Melodia suave, que perfeição, só conseguia sentir a pureza de tão belas afinações, não via ninguém, sentia frio, o vento soprava mais forte, gotas de orvalho caiam sobre mim, Adormecera novamente ao som suave da melodia vinda dos instrumentos, logo um outro som me desperta, o helicóptero desce novamente uma corda com uma caixa dourada, deixando naquele tapete azul, blusas de frio de todas as cores e modelos, eu fico a admirar a diversidade e beleza. Volto a ouvir a suave canção vinda dos instrumentos em harmonia com as ondas do mar e adormeço. [254]