Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 254

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 mas eles riram e debocharam da pobre joaninha. Continuaram a comer, a comer e a comer. A joaninha Teresinha preocupada com a situação, procurou a formiga Dolores, que vivia a correr de um lado para o outro, contou sobre os pulgões e que estava preocupada. Dolores sempre com muita pressa, disse a Teresinha que não tinha nada a ver com isso, e que não podia parar de trabalhar. Saiu apressada e nem se despediu da amiga. Teresinha estava bem preocupada e foi pedir ajuda ao grilo Romão, que era seu compadre e estava a cantar. Teresinha contou sobre os pulgões ao compadre. O grilo disse que também não tinha nada a ver com isso e que não era problema seu, que não podia parar de cantar. Voltou a cantar. Teresinha saiu cabisbaixa, mas pensou que ainda tinha outra conhecida e que ela poderia lhe ajudar. Teresinha foi falar com a borboleta Lucinda, que estava pondo seus ovos. Lucinda parou e ouviu a joaninha falar sobre os pulgões, mas também disse que não tinha nada a ver com isso, e não podia perder tempo, pois tinha muitos ovos para por. A joaninha voltou triste para casa, pois ninguém deu importância para a sua preocupação. Nos outros dias, tentou falar com os outros insetos, marcou uma reunião de condomínio, mas nenhum compareceu e ninguém deu importância para o que Teresinha dizia. Em uma manhã, os insetos acordaram com uma chuva, mas ao cair neles, viram que a água tinha um cheiro e um gosto estranho. Acontece que Dona Maura viu a infestação de pulgões, correu e preparou uma solução para dar um combate nas hortaliças. Assim, todos os insetos lembraram das palavras de Teresinha e entenderam que quando aparece pulgões na horta é problema de todos. Mas era tarde e todos morreram envenenados. [251]