LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
mas eles riram e debocharam da pobre joaninha. Continuaram a comer, a comer
e a comer.
A joaninha Teresinha preocupada com a situação, procurou a formiga
Dolores, que vivia a correr de um lado para o outro, contou sobre os pulgões e
que estava preocupada. Dolores sempre com muita pressa, disse a Teresinha que
não tinha nada a ver com isso, e que não podia parar de trabalhar. Saiu
apressada e nem se despediu da amiga.
Teresinha estava bem preocupada e foi pedir ajuda ao grilo Romão, que era
seu compadre e estava a cantar. Teresinha contou sobre os pulgões ao compadre.
O grilo disse que também não tinha nada a ver com isso e que não era problema
seu, que não podia parar de cantar. Voltou a cantar. Teresinha saiu cabisbaixa,
mas pensou que ainda tinha outra conhecida e que ela poderia lhe ajudar.
Teresinha foi falar com a borboleta Lucinda, que estava pondo seus ovos.
Lucinda parou e ouviu a joaninha falar sobre os pulgões, mas também disse que
não tinha nada a ver com isso, e não podia perder tempo, pois tinha muitos ovos
para por.
A joaninha voltou triste para casa, pois ninguém deu importância para a sua
preocupação. Nos outros dias, tentou falar com os outros insetos, marcou uma
reunião de condomínio, mas nenhum compareceu e ninguém deu importância
para o que Teresinha dizia.
Em uma manhã, os insetos acordaram com uma chuva, mas ao cair neles,
viram que a água tinha um cheiro e um gosto estranho. Acontece que Dona
Maura viu a infestação de pulgões, correu e preparou uma solução para dar um
combate nas hortaliças. Assim, todos os insetos lembraram
das palavras de
Teresinha e entenderam que quando aparece pulgões na horta é problema de
todos. Mas era tarde e todos morreram envenenados.
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