Revista LiteraLivre 17ª edição | Page 251

LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019 Tauã Lima Verdan Rangel Mimoso do Sul/ES Colibri Em meio a uma cinzenta e caótica urbanidade Admiro o bailar intenso do colibri com liberdade Sem medo, sem pudor, apenas voando pelo ar Cruzando o pouco verde a fim de se saciar Transeuntes monótonos são incapazes de notar A formosura do colibri de tantas cores a voar Beija delicadamente as poucas flores formosas Com o instinto de dessedentar a fome desejosa Os prédios cinzentos, o barulho ensurdecedor Tantos carros, tantos passos, pouquíssimo amor Há um repúdio comum, uma cruel indiferença Quase uma pena capital por uma vil sentença É na urbanidade das vias e ruelas pedregosas Vemos sofrimentos, vemos as formas acintosas Vemos os carros trafegando tão freneticamente E o pequeno e colorido colibri bailando lindamente [248]