LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
Tauã Lima Verdan Rangel
Mimoso do Sul/ES
Colibri
Em meio a uma cinzenta e caótica urbanidade
Admiro o bailar intenso do colibri com liberdade
Sem medo, sem pudor, apenas voando pelo ar
Cruzando o pouco verde a fim de se saciar
Transeuntes monótonos são incapazes de notar
A formosura do colibri de tantas cores a voar
Beija delicadamente as poucas flores formosas
Com o instinto de dessedentar a fome desejosa
Os prédios cinzentos, o barulho ensurdecedor
Tantos carros, tantos passos, pouquíssimo amor
Há um repúdio comum, uma cruel indiferença
Quase uma pena capital por uma vil sentença
É na urbanidade das vias e ruelas pedregosas
Vemos sofrimentos, vemos as formas acintosas
Vemos os carros trafegando tão freneticamente
E o pequeno e colorido colibri bailando lindamente
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