Revista LiteraLivre 16ª edição | Page 191

LiteraLivre Vl. 3 - nº 16 – Jul./Ago. de 2019 Pelo canto do olho eu vi que nunca precisei te pedir nada. Você sabia ser o irmão mais velho que eu precisava e no momento oportuno. Nunca tive medo ou dúvidas quando você se propôs a me ajudar e nunca desconfiei que o meu coração enxergava você como meu herói e como o exemplo que eu precisava. Sem entender, mas agora maior já compreendendo, você sempre esteve aqui, do meu lado. Pelo canto de qualquer olho eu poderia ver que você nunca se ausentou e sua preocupação sempre foi grande. Qualquer olho percebe isso. Qualquer pessoa vê isso. Mas, basta apenas um coração entender que o amor e carinho, a admiração e respeito que eu construí, sem sua ajuda, são suficientes para que eu entenda sobre o amor entre irmãos, para eu saber que, apesar de todos os bons ou maus momentos, apesar de todas as dúvidas e discussões, apesar de seu crescimento, eu sempre terei com quem contar. Pelo canto do meu olho eu vi você crescer, você ser o que eu ainda venho me tornando. Pelo meu coração eu aprendi a amar e encontrar em uma única pessoa o irmão e amigo que eu sempre quis. A você, meu irmão, apenas resta dizer que seu encorajamento, ajuda e carinho foram essenciais e que sem eles, talvez, eu nunca seria o mesmo outra vez. Pelo canto do meu olhar eu percebi que logo ali, pertinho de mim, crescia o meu irmão, crescia o meu melhor amigo. https://palavrasdeverona.wordpress.com/ 188