Revista LiteraLivre 15ª edição | Page 210

LiteraLivre Vl. 3 - nº 15 – Mai./Jun. de 2019 Uma luz para um sentimento reprimido Venâncio Amaral Sorocaba/SP Uma luz diferente, com uma claridade que ilumina sentimentos guardados em uma sala pequena e escura do coração. Não sei explicar ao certo como essa luz encontrou a direção, até porque, a porta desse coração já não se encontrava enfeitada e muito menos com um tapetinho escrito: “seja bem-vindo”. Pelo contrário, há poeira e uma porta rangendo, sem fechadura, logo, também não há chave. É observado um grande desgaste, sendo acelerado em função do tempo, deixando evidente o abandono. Lembro vagamente que ocorreu um pulso intenso, que abalou a estrutura dessa moradia, após esse acontecimento, a luz surgiu... Mas de onde vem? Se não existe uma entrada, nem um caminho a ser trilhado... Porém, a luz surgiu, tentando adentrar no espaço sombrio e frio, por uma pequena fresta nos momentos em que a porta ziguezagueava, rangendo em uma melodia clássica dos filmes de terror. Em um dado momento a porta iria parar de ziguezaguear, e assim, impediria que a luz adentrasse no espaço, no entanto, um pulso ainda maior ocorreu, com o abalo a porta se abriu por completo e a luz se expandiu. 207