LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019
Consciência
Carlos Jorge Azevedo
Santa Marinha do Zêzere- Baião- Portugal
Lá fora sopra agreste a ventania
E os teus tão agoirentos pensamentos
Sacodem-se repletos de tormentos
Assim como os pinhais pela invernia.
Lá fora não se vê humano alguns
Cai a chuva em tão triste melodia
Ruge a rude intempérie de agonia
Com o frio chora a alma qualquer um.
Quem pode vai sentar-se na lareira
Que às vezes esta vida é desigual
Sem telhado sem poiso sem maneira.
Desperta de repente a consciência
Acolhe-se qualquer como um igual
Os muros dão lugar à sã decência.
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