Revista LiteraLivre 14ª edição | Page 197

LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019 Um Solfejo em Tom Menor Maurício Régis Camassandí/BA Na descortinada quarta-feira Veio solfejar um beija-flor. Que inquiriu a queixa, Fanfarreando-se de uma flor. Soprou-se fraca à cortesia, Ainda que de uma parte. Vez por outra renderia A versalização se sobrasse. Forçosa ideologia arranhada De sobre uns cabelos. Quão desmistificada, apagada; Uma arrumação de cinzeiros. Tiniria a pedra envelhecida Do monte inventado pelo solo. Sinuosa tentação atrevida, Alucinógeno: aliança do ópio. Veja mais clara à avenida, Além de algazarras dos automóveis. Lamparina de remendos e faísca, Pedaços de aposento de móveis. Em cada asfalto uma pendência, Nos sinistros dos absurdos A temível condolência Em corrosíveis moribundos. 194