LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019
Miei em resposta. “Não tenho casa. ”
— Ainda precisará de cuidados. — O homem que cuidou de mim continuou.
— Vou passar algumas receitas.
Foram saindo da sala e eu segurei a blusa dela. Não queria ficar sozinho.
— Eu, calma! Eu já volto.
Ela se soltou de mim e eu fiquei lá. Tinha medo dela não voltar. Sei lá, eu
já estava curado. Talvez ela fosse embora para sempre.
Então ela voltou, como disse que faria.
— Olha o que eu trouxe pra você. Uma coleira com o seu nome.
“Como assim? ”
Eu não tinha nome. Ela tinha me chamado de gatinho e de valente, mas eu
não sabia ao certo qual dos dois era meu nome mesmo.
— Vou te chamar de Valentim, meu menino valente.
Ela colocou a coleira no meu pescoço. Aquilo era estranho.
— Vamos Valentim, a mamãe vai te levar pra casa.
Não pensei duas vezes e pulei no colo dela. Esfregue meu focinho nela.
Saímos daquele lugar é fomos para casa.
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