Revista LiteraLivre 13ª edição | Page 155

LiteraLivre Vl. 3 - nº 13 – Jan/Fev. de 2019 Relacionamentos Fraternos Samuel Kauffmann Rio de Janeiro/RJ Onde estão os meus amigos do passado e os do presente? sendas seus passos os levaram? nós? Por que Aqueles da minha infância ainda estão entre Em alguns momentos de silencio, quando a mente viaja ao passado, lembro-me deles; de alguns só a face, de outros só o nome. Dos colegas do ginásio retive na memória apenas aqueles com quem foi maior o convívio; de outros, diluem-se tanto as fisionomias como os nomes. Pergunto-me se é natural tal esquecimento, ou se foi porque mudei para a grande cidade, ou se é a degradação do cérebro. Fenômeno semelhante ocorre com os companheiros do tempo do serviço militar. Também pudera, foram poucos meses de convivência... E os muitos outros, que por um período bem maior, durante a fase produtiva da vida social, tivemos um mais estreito relacionamento, e que é também no presente, por onde andam? Como atualmente estou aposentado, sem me relacionar socialmente no trabalho, sinto-os ficando no passado recente. Contudo, há renovação constante, como as nossas aqui na UNATI/UERJ. Vão se intensificando, embora não saibamos onde estas emoções irão desaguar, para manifestar amor recíproco. Tenho esperança que em solo fértil. Mas o que vem a ser realmente um amigo? Por experiência pessoal separo colega, companheiro, camarada, do verdadeiro Amigo – isto é, aquele Ser que frequenta nossa casa, participa da nossa alegria e do nosso sofrimento, nos consola, ri ou chora, vem buscar um conselho ou nos dar mesmo não solicitado, nos escuta em silencio ou nos fala impondo o nosso aquiescer, nos abraça e nos beija, se permite ser tocado fraternalmente, num momento de depressão nos 151