Revista Kaki - Maio 2016 - 01 | Seite 21

D ados contabilizados pela Vigilância Sanitária indicam que a cidade de Mogi das Cruzes, no Alto Tietê Paulista, teve maior índice de casos suspeitos e vítimas do vírus da dengue em relação a 2015 se comparada com suas vizinhas Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Poá, Itaquaquecetuba e Suzano. Ao todo foram 666 notificações em Mogi, com 23 confirmações de vítimas autóctones (casos da própria cidade) e 23 importados. Em seguida no ranking da dengue está a cidade de Suzano, com 329 suspeitos, 59 vítimas autóctones e 19 importados. O aumento dos casos está relacionado com a falta de água que o Sistema Alto Tietê enfrentou no último ano. Dessa maneira os moradores tiveram que armazenar águas em recipientes, facilitando a proliferação do mosquito da dengue (Aedes Aegypit). O crescente número de vítimas do mosquito da dengue vem preocupando o clínico geral Ricardo Junitshi Shimada. O médico trabalhou cerca de 15 anos no posto de saúde localizado no bairro e Palmeiras, Suzano. Hoje Shimada atende diariamente em seu consultório pacientes com suspeitas de infecção. “Alguns anos atrás não era comum ver tanta ocorrência de ataques do mosquito, é preocupante” - disse o médico. O aumento de infectados é comum no verão pela facilidade de reprodução do mosquito, mas os números são alarmantes. “É preciso estratégias de combate”, completa o clínico geral. Shimada acredita que o governo tem papel fundamental para combater o caso. “Muitos pacientes não apresentam os sintomas significativos da doença, mas ao notarem que estão com tosses ou dores no corpo, já é o suficiente para vir aqui (clínica) desesperados achando que estão com dengue, o que falta é conscientização, tanto para prevenção quanto para o conhecimento da doença”. ANTES DE PREVENIR É PRECISO CONSCIENTIZAR Apesar do combate à dengue ser uma responsabilidade dos governos, a população deve participar das atividades de prevenção, pois o trabalho em conjunto levará ao controle da doença nos municípios. A moradora do bairro de Palmeiras, Silene Godoy, 34 anos teve seu filho infectado pelo vírus. João Victor, de apenas 2 anos, contraiu a doença no final de 2015. “Só fui perceber que era dengue no quarto dia em que levei ele para o hospital, mesmo assim não foi fácil notar a infecção” - disse mãe de Victor. A dona de casa se arrepende de não ter feito as tarefas de combate e prevenção. “Só procuramos evitar o mal quando sentimos ele”, completou a mãe de Victor. EM MOGI DAS CRUZES Desde que começou 2016 a prefeitura de Mogi das Cruzes em conjunto com os moradores vem realizando campanhas contra o mosquito. Agentes do Núcleo de Prevenção à Dengue da cidade estão percorrendo diversas casas nos bairros do município para fazer um trabalho chamado Avaliação de Densidade Larvária. O trabalho tem como objetivo manter o controle da proliferação da larva do mosquito Aedes aegypti. A ação é feita a casa seis meses para acompanhar a situação da região. EM SUZANO Studio Fuze O combate e a prevenção do mosquito da dengue na cidade de Suzano começaram no primeiro bimestre deste ano, equipes da secretaria de saúde do município estão entregando tabelas que ajudam a população a fiscalizar os locais nas próprias residências que possam ser criadouros da larva do mosquito. É importante lembrar que a prevenção e o combate do mosquito transmissor do vírus apesar de ser uma responsabilidade do governo, a população tem papel fundamental para manter o controle da doença. REVISTA KAKI 21