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ados contabilizados pela Vigilância Sanitária indicam que a cidade de Mogi das
Cruzes, no Alto Tietê Paulista, teve maior
índice de casos suspeitos e vítimas do vírus
da dengue em relação a 2015 se comparada
com suas vizinhas Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Poá, Itaquaquecetuba e Suzano.
Ao todo foram 666 notificações em Mogi, com 23 confirmações de vítimas autóctones (casos da própria cidade) e 23
importados. Em seguida no ranking da dengue está a cidade
de Suzano, com 329 suspeitos, 59 vítimas autóctones e 19
importados. O aumento dos casos está relacionado com a
falta de água que o Sistema Alto Tietê enfrentou no último
ano. Dessa maneira os moradores tiveram que armazenar
águas em recipientes, facilitando a proliferação do mosquito
da dengue (Aedes Aegypit).
O crescente número de vítimas do mosquito da dengue vem
preocupando o clínico geral Ricardo Junitshi Shimada. O
médico trabalhou cerca de 15 anos no posto de saúde localizado no bairro e Palmeiras, Suzano. Hoje Shimada atende
diariamente em seu consultório pacientes com suspeitas de infecção. “Alguns anos atrás não era comum ver tanta ocorrência de ataques do mosquito, é preocupante” - disse o médico.
O aumento de infectados é comum no verão pela facilidade
de reprodução do mosquito, mas os números são alarmantes.
“É preciso estratégias de combate”, completa o clínico geral.
Shimada acredita que o governo tem papel fundamental
para combater o caso. “Muitos pacientes não apresentam os
sintomas significativos da doença, mas ao notarem que estão com tosses ou dores no corpo, já é o suficiente para vir
aqui (clínica) desesperados achando que estão com dengue,
o que falta é conscientização, tanto para prevenção quanto
para o conhecimento da doença”.
ANTES DE PREVENIR
É PRECISO CONSCIENTIZAR
Apesar do combate à dengue ser uma responsabilidade dos
governos, a população deve participar das atividades de prevenção, pois o trabalho em conjunto levará ao controle da
doença nos municípios.
A moradora do bairro de Palmeiras, Silene Godoy, 34 anos
teve seu filho infectado pelo vírus. João Victor, de apenas 2
anos, contraiu a doença no final de 2015. “Só fui perceber que
era dengue no quarto dia em que levei ele para o hospital, mesmo assim não foi fácil notar a infecção” - disse mãe de Victor.
A dona de casa se arrepende de não ter feito as tarefas de
combate e prevenção. “Só procuramos evitar o mal quando
sentimos ele”, completou a mãe de Victor.
EM MOGI DAS CRUZES
Desde que começou 2016 a prefeitura de Mogi das Cruzes
em conjunto com os moradores vem realizando campanhas
contra o mosquito. Agentes do Núcleo de Prevenção à Dengue da cidade estão percorrendo diversas casas nos bairros
do município para fazer um trabalho chamado Avaliação de
Densidade Larvária. O trabalho tem como objetivo manter o controle da proliferação da larva do mosquito Aedes
aegypti. A ação é feita a casa seis meses para acompanhar a
situação da região.
EM SUZANO
Studio Fuze
O combate e a prevenção do mosquito da dengue na cidade de
Suzano começaram no primeiro bimestre deste ano, equipes
da secretaria de saúde do município estão entregando tabelas
que ajudam a população a fiscalizar os locais nas próprias
residências que possam ser criadouros da larva do mosquito.
É importante lembrar que a prevenção e o combate do mosquito transmissor do vírus apesar de ser uma responsabilidade do governo, a população tem papel fundamental para
manter o controle da doença.
REVISTA KAKI
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