MOTIVACIONAL
Esopo (em grego Αἴσωπος) é um fabulista grego do século VI a.C., que teria vivido na
Antiguidade, ao qual se atribui a paternidade da fábula como género literário.
As suas fábulas serviram como base para recriações de outros escritores ao longo dos
séculos, como Fedro e La Fontaine.
O local de seu nascimento é incerto — Trácia, Frígia, Etiópia, Samos, Atenas e Sardes todas
clamam a honra. Eventualmente morreu em Delfos. Na verdade, todos os dados referentes a
Esopo são discutíveis e trata-se mais de um personagem lendário do que histórico.
A única certeza é que as fábulas que lhe são atribuídas foram reunidas pela primeira vez por
Demétrio de Falera, em 325 a.C..
Fabula: A MELHOR E A PIOR COMIDA DO MUNDO
“Há mais de dois mil e quinhentos anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado
esopo. Ele era corcunda, feio mas com uma sabedoria única no mundo. Certa vez, para
provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:
Toma, esopo. Aqui está uma sacola cheia de moedas de ouro, corre ao mercado e compra o
que há de melhor no mundo para um banquete.
Pouco tempo depois, esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por
um fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso: ah, língua! Mas por
que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?
O escravo de olhos baixos, explicou a sua escolha: o que há de melhor do que a língua
senhor...? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos
nos entender. A língua é a chave da ciência, o órgão da verdade e da razão, graças a língua
podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura e da compreensão.
Com a língua se ensina, com a língua dizemos sim, com a língua dizemos eu te amo! O que
pode haver melhor do que a língua senhor?
O mercador levantou-se entusiasmado, muito bem, esopo! Realmente me tr ouxeste o que há
de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas e traga o que há de pior, pois quero
testar a sua sabedoria...
Depois de algum tempo, esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto pôr um pano. O
mercador descobriu o prato e ficou indignado, o quê? Língua? Outra vez? Não disseste que a
língua era o que havia de melhor?
E esopo respondeu ao mercador: a língua senhor é o que há de pior no mundo, é a fonte de
todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões....
É a língua que separa a humanidade, que divide os povos, a língua é o órgão da mentira, da
discórdia, da guerra. É a língua que insulta, que corrompe. Com a língua dizemos não e eu te
odeio! Aí está senhor por que ela é a pior e a melhor de todas as coisa do mundo... Como
sempre, cabe decidirmos se usaremos ela para o bem ou para o mal."
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