REVISTA INÓCULO - 1ª EDIÇÃO Volume 1 | Page 40

tiva do projeto “Caminhos da Capoava”. A ONG traçou um projeto baseado em diagnósticos4 socioeconômicos, patrimoniais, ambientais e contratuais, a fim de pontuar seus anseios e alternativas para com a revitalização do sítio, e trabalha com análises da arquiteta e urbanista Amanda Borin Bello. O projeto visa a revitalização da Vila, voltada a ações de permacultura e produção orgânica e agroecológica, bem como o planejamento de espaços de interação social. Segundo a ONG, a Capoava será subdividida em três setores: comercial, agrícola, social e industrial. Atividades como: instrução sobre microempreendedorismo, produção artesanal para venda online, revitalização dos tanques, construção de viveiro de mudas comunitário, hortifrútis orgânicos, saneamento sustentável e jardins permaculturais. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para tombamento de um sítio ou fábrica, deve ser considerada a trajetória do povo que ali manteve ou mantém relações emotivas. Como cita Paulo Cezar Tomaz: ‘‘ Ao se contemplar um espaço de relevância histórica, esse espaço evoca lembranças de um passado que, mesmo remoto, é capaz de produzir sentimentos e sensações que parecem fazer reviver momentos e fatos ali vividos que fundamentam e explicam a realidade presente. 4 ’’ Considerando a trajetória dos processos, assim como o interesse da empresa em entregar a Vila para que seja realizado o projeto “Caminhos da Capoava”, se aprovado o tombamento, o órgão responsável e a ONG “Caminho das Águas”, deverão trabalhar em ideias e projetos coincidentes, prestando auxílio mútuo. Esperase se assim boa qualidade de gestão, bem como 4 38 5 produção em prol da comunidade que vive na Capoava. ENTREVISTA MAFALDA, 78 ANOS, NATURAL DE PORTO FELIZ E EX-MORADORA DA CAPOAVA - Mafalda, como era a aparência da Capoava na época em que a senhora era Jovem? - Linda, bem cuidada, não tinha mato como hoje, apenas canteiros de flores perto das casas e das instituições. Casei-me com 18 anos e me mudei para lá. A época era diferente, as mulheres tinham que ficar em casa e os homens cuidavam da família. Não tinha perigo nenhum, a vila sempre tranquila e as pessoas respeitosas. Acho que isso não mudou...Sempre fomos “família”. O carnaval era maravilhoso, com todas as festas, amanhecíamos no salão. Tinha tambéma Maria Fumaça, que cruzava a vila, e levava cana de açúcar que cultivavam na fazenda. Meus filhos me deixavam louca pulando nele pra comer cana. Haviam também tanques pra lavar roupa ali próximo, eram enormes, varias mulheres se reuníam lá. http://www.jornalrol.com.br/destino-da-capoava-porto-feliz-esta-cada-mais-proximo/ https://www.canva.com/design/DAB4TUDKFMw/view