tiva do projeto “Caminhos da Capoava”.
A ONG traçou um projeto baseado em
diagnósticos4 socioeconômicos, patrimoniais,
ambientais e contratuais, a fim de pontuar seus
anseios e alternativas para com a revitalização
do sítio, e trabalha com análises da arquiteta e
urbanista Amanda Borin Bello.
O projeto visa a revitalização da Vila, voltada a
ações de permacultura e produção orgânica e
agroecológica, bem como o planejamento de
espaços de interação social. Segundo a ONG, a
Capoava será subdividida em três setores:
comercial, agrícola, social e industrial.
Atividades como: instrução sobre
microempreendedorismo, produção artesanal
para venda online, revitalização dos tanques,
construção de viveiro de mudas comunitário,
hortifrútis orgânicos, saneamento sustentável e
jardins permaculturais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para tombamento de um sítio ou fábrica, deve
ser considerada a trajetória do povo que ali
manteve ou mantém relações emotivas. Como
cita Paulo Cezar Tomaz:
‘‘
Ao se contemplar um espaço de relevância
histórica, esse espaço evoca lembranças
de um passado que, mesmo remoto, é
capaz de produzir sentimentos e sensações
que parecem fazer reviver momentos e
fatos ali vividos que fundamentam e
explicam a realidade presente. 4
’’
Considerando a trajetória dos processos, assim
como o interesse da empresa em entregar a Vila
para que seja realizado o projeto “Caminhos da
Capoava”, se aprovado o tombamento, o órgão
responsável e a ONG “Caminho das Águas”,
deverão trabalhar em ideias e projetos
coincidentes, prestando auxílio mútuo. Esperase se assim boa qualidade de gestão, bem como
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produção em prol da comunidade que vive na
Capoava.
ENTREVISTA
MAFALDA, 78 ANOS, NATURAL DE PORTO FELIZ E
EX-MORADORA DA CAPOAVA
- Mafalda, como era a aparência
da Capoava na época em que a
senhora era Jovem?
- Linda, bem cuidada, não tinha mato
como hoje, apenas canteiros de flores
perto das casas e das instituições.
Casei-me com 18 anos e me mudei para
lá. A época era diferente, as mulheres
tinham que ficar em casa e os homens
cuidavam da família. Não tinha perigo
nenhum, a vila sempre tranquila e as
pessoas respeitosas. Acho que isso não
mudou...Sempre fomos “família”. O
carnaval era maravilhoso, com todas
as festas, amanhecíamos no salão.
Tinha tambéma Maria Fumaça, que
cruzava a vila, e levava cana de açúcar
que cultivavam na fazenda. Meus filhos
me deixavam louca pulando nele pra
comer cana. Haviam também tanques
pra lavar roupa ali próximo, eram
enormes, varias mulheres se reuníam
lá.
http://www.jornalrol.com.br/destino-da-capoava-porto-feliz-esta-cada-mais-proximo/
https://www.canva.com/design/DAB4TUDKFMw/view