REVISTA EQUALIZE - Nº 0 Revista TCC VERSÃO DIGITAL | Page 4
EDITORIAL
EXPEDIENTE
À
s vezes é complicado defender o rock – quem
dirá uma revista especializada nele. Em tem-
pos de internet a todo o vapor, para que uma
publicação impressa? Com as rádios tocando
Anitta, Ludmilla, Turma do Pagode e MC Kevinho no
último volume, parece ridículo, e um pouco ingênuo,
apostar que as pessoas ainda se interessem por Foo
Fighters, Metallica, CPM 22 e Sepultura. Cadê o rock
no mainstream? O rock morreu, galera!
Opa, é aí que muitos se enganam. O rock não
morreu. O rock está vivo. Apenas voltou para seu
lugar de origem: o underground. Qual a graça de
gritar em plenos pulmões uma música que deveria
ser de um grupo restrito se todos estão curtindo? Cla-
ro que as bandas precisam de dinheiro e, para isso, é
preciso reconhecimento. Mas apresentem um roquei-
ro que aceita se bandear para o lado do pagode. Ele
pode – e deve – respeitar. Mas o dinheiro suado dele
não vai para shows de pagode. Vai para os festivais
de rock.
Se o rock morreu, por que o anúncio de que have-
rá um dia do metal no Rock in Rio 2019, com nomes
de MUITO peso como as bandas Iron Maiden, Scor-
pions, Megadeth e Sepultura? É só entrar nas redes
sociais, o povo foi a loucura! E pode escrever: a Ci-
dade do Rock vai estar lotada! Assim como nos dias
de pop, claro. Mas por que para um viver, o outro
precisa morrer? Para que essa fixação em dizer que
um ritmo com tantos seguidores morreu? O show do
Foo Fighters que aconteceu em fevereiro deste ano
estava lotado, com o público cantando junto e fa-
zendo duas noites estrondosas na mesma cidade de
São Paulo. Semanas antes, Bruno Mars fez a mesma
coisa. Estávamos nos dois. O rock está vivo e convi-
vendo com o pop. Que mal há nisso?
Defendemos o rock como defendemos a mídia re-
vista. Ambos estão e continuarão vivos, para quem
os ama e quer tê-los para sempre. A publicação im-
pressa perdeu força? Perdeu, como o rock perdeu o
topo das paradas desde antes dos anos 2000. Mas
bandas novas estão aí, as vertentes do rock cresce-
ram tanto que precisamos fazer um infográfico para
exemplificar as diferenças – e olha que nem chega-
mos perto de citar todas. Revistas novas, dos mais
variados assuntos, continuam aí, o que não impede
de ter portal na internet e redes sociais. Teremos e
temos. Mas este impresso permanece, em edições es-
peciais como essa piloto, que entregamos em forma
de Trabalho de Conclusão de Curso.
O rock vive! O impresso vive! E ninguém precisa
morrer, nem deixar de nascer por isso.
Boa leitura!
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EQUALIZE
Esta é uma produção que resulta
do Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC), realizado por alunos do 4º ano
de Comunicação Social - Habilitação
em Jornalismo da Universidade
Santa Cecília - Novembro de 2018
DIRETOR DA FAAC
Prof. Humberto Iafullo Challoub
Coordenador de jornalismo
Prof. Dr. Robson Bastos
ORIENTADORa
Profª. Raquel Alves
ALUNOS RESPONSÁVEIS
Lucas Campos Vieira
Mariana Simões e Silva
ILUSTRACÕES
Õ
Freepik
FOTOS POSTERS
Mateus Mondini (CPM 22)
Fabiano Santos (Detonautas)
EDICÃO FOTO da CAPA
Õ Hiago Callogeras
projeto editorial/gráfico/fo-
tográfico/diagramaCão/texto
Õ
Lucas Campos Vieira
Mariana Simões e Silva
As matérias e artigos contidos nesta
publicação são de responsabilidade
de seus autores. Não representam, portanto,
a opinião da instituição mantenedora
Universidade Santa Cecília (Unisanta)
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