REVISTA EQUALIZE - Nº 0 Revista TCC VERSÃO DIGITAL | Page 16
Marcos Hermes
44 anos
A
Foto: Arquivo Pessoal
es es
er e m rm
s H
c r o c s o H
r
a
a
M
M
: :
Fo F t o o t s os
16
EQUALIZE
mante de fotogra-
fia desde sempre,
Marcos Hermes co-
meçou sua carreira
aos 14 anos. Apaixonado por
música e fotografia, juntou
uns amigos e lançaram uma
fanzine artesanal, com fotos
de seus ídolos. Conseguia,
inclusive, credenciais para
acompanhar shows da cena
underground carioca, numa
época em que tudo era mais
permitido.
Os anos foram passando
e Marcos Hermes entrou na
fotografia de vez. Sem cur-
sar uma faculdade de foto-
grafia, que não existia ainda
na época em que começou
a carreira, aprendeu tudo
sozinho, 100% autodidata.
Trabalhou em todos os tipos
de editoria em jornais diários
do Rio de Janeiro até que em
1991 sua carreira teve um sal-
to. Veio a oportunidade de
fotografar o Rock in Rio II.
De lá para cá, aquele garoto
que fazia fanzines e tocava
bateria, já foi responsável por
mais de 700 capas de discos
e DVDs, além de trabalhos
marcantes, como a capa e
o material promocional do
Acústico MTV de Cássia Eller,
de 2001.
Hoje, Hermes conta que
tem a honra de trabalhar
com nomes gigantes do cená-
rio nacional – e internacional.
No Brasil, trabalha com Cae-
tano Veloso, Ney Matogrosso,
Gilberto Gil e a banda Se-
pultura. Internacionalmente,
com a lenda viva Paul Mc-
Cartney, que proporcionou
o momento mais marcante
de sua carreira até hoje. “Fui
convidado para produzir o
novo clipe dele, Back In Bra-
zil. O Paul McCartney é o ar-
tista vivo, mais importante do
show business e tenho a sorte
de trabalhar com ele. É óti-
mo ter acesso a essas pessoas
e poder colaborar com a car-
reira delas”, conta.
Para quem entra no mer-
cado hoje, Marcos sente que
enfrentam mais dificuldade
do que enfrentou quando
começou. O costume de fazer
trabalhos de graça, trocando
credenciamento por traba-
lho, acabou por prejudicar os
novos fotógrafos. “A nova ge-
ração, já entra num mercado
totalmente prostituído e sem
muita perspectiva. Acho que
essa mentalidade tem que
mudar, porque se não, a fo-
tografia musical vai acabar
virando um hobbie. Ganhar
dinheiro vai ser uma coisa
quase impossível”, opina.
Foto destaque: Marcos Hermes,
um dos maiores fotógrafos de
shows do Brasil
Fotos de shows: (de cima para
baixo) Caetano Veloso, Ney Ma-
togrosso e Amy Winehouse