Revista Elas nov. 2019 | Page 80

Imagem: Reprodução | FreePik Luz, câmera e.. estereótipos? O prêmio de melhor representação feminina definitivamente não vai para o audiovisual Flávia Gasparini e Mayara Marques V iúva Negra (Os Vingadores). Hinata (Naruto). Cher (Clueless). Margaret Tate (A Proposta). Miranda Priestly (O Diabo Veste Prada). O que todas elas têm em comum? Essas personagens são alguns dos exemplos de estereótipos de mulheres no audiovisual: a “gostosa”, o par romântico, a patricinha/“loira burra”, a mulher que preci- sava de um homem e a chefe malvada só por- que está em um cargo alto. Apesar de atualmente os produtos apre- sentarem mais papéis femininos como princi- pais, ainda é possível notar que as mulheres não ganham o destaque necessário devido a sua capacidade intelectual e de independên- cia. Além disso, não possuem tanta relevân- cia quanto os personagens masculinos. Para se ter uma ideia, de acordo com pesquisa realizada pela Geena Davis Institute on Gender in Media, a Organização das Na- ções Unidas (ONU) Mulheres e a Fundação 8 0 Rockefeller (que analisaram produções exibi- das entre janeiro de 2010 e maio de 2013 na Alemanha, Austrália, Brasil, Coreia do Sul, China, França, Índia, Rússia, no Reino Uni- do e Japão), cerca de 30,9% dos personagens falantes ou nomeados na tela são mulheres. Ao considerarmos os papéis femininos de produções audiovisuais, suas participa- ções se destacam por estarem encaixadas em algo ainda enraizado em nossa sociedade: a estereotipização e a sexualização. Estereotipização Pelo meio audiovisual estar cercado por produtores homens, é fácil notar que as personagens femininas são escritas de modo superficial, baseado apenas nos desejos e ideias de seus escritores. Durante muito tem- po, o foco desses produtos de entretenimento foi, majoritariamente, o público masculino. Desse modo, era algo feito de homens exclu-