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Luz, câmera e..
estereótipos?
O prêmio de melhor representação feminina
definitivamente não vai para o audiovisual
Flávia Gasparini e Mayara Marques
V
iúva Negra (Os Vingadores). Hinata
(Naruto). Cher (Clueless). Margaret
Tate (A Proposta). Miranda Priestly
(O Diabo Veste Prada). O que todas elas têm
em comum? Essas personagens são alguns
dos exemplos de estereótipos de mulheres no
audiovisual: a “gostosa”, o par romântico, a
patricinha/“loira burra”, a mulher que preci-
sava de um homem e a chefe malvada só por-
que está em um cargo alto.
Apesar de atualmente os produtos apre-
sentarem mais papéis femininos como princi-
pais, ainda é possível notar que as mulheres
não ganham o destaque necessário devido a
sua capacidade intelectual e de independên-
cia. Além disso, não possuem tanta relevân-
cia quanto os personagens masculinos.
Para se ter uma ideia, de acordo com
pesquisa realizada pela Geena Davis Institute
on Gender in Media, a Organização das Na-
ções Unidas (ONU) Mulheres e a Fundação
8 0
Rockefeller (que analisaram produções exibi-
das entre janeiro de 2010 e maio de 2013 na
Alemanha, Austrália, Brasil, Coreia do Sul,
China, França, Índia, Rússia, no Reino Uni-
do e Japão), cerca de 30,9% dos personagens
falantes ou nomeados na tela são mulheres.
Ao considerarmos os papéis femininos
de produções audiovisuais, suas participa-
ções se destacam por estarem encaixadas em
algo ainda enraizado em nossa sociedade: a
estereotipização e a sexualização.
Estereotipização
Pelo meio audiovisual estar cercado
por produtores homens, é fácil notar que as
personagens femininas são escritas de modo
superficial, baseado apenas nos desejos e
ideias de seus escritores. Durante muito tem-
po, o foco desses produtos de entretenimento
foi, majoritariamente, o público masculino.
Desse modo, era algo feito de homens exclu-