fim aos 72 anos de luta intensa e influenciando
outros movimentos sufragistas em diversos
lugares do mundo. Dessa forma, no final
da década de 1940, Simone de Beauvoir
(1908-1986) uma escritora francesa, publica
o livro “O segundo sexo”, o qual traz novos
questionamentos sobre os condicionamentos
que a mulher sofre em sua socialização,
principalmente em relação à cultura e as
definições do que é “ser mulher”, ou seja,
da construção da visão sobre o que é
feminino e masculino e quais são os
papeis de gênero na sociedade.
O fim da primeira onda é
marcado pela publicação deste
livro, e tantos outros, que serviram
de base para o início da segunda
onda do movimento.
opressão da mulher, a sexualidade, a cons-
trução cultural de gênero e dominação. As
reivindicações eram focadas nas relações de
poder entre homens e mulheres, trazendo o
debate a discriminação, as desigualdades cul-
turais e as estruturas sexistas.
Também é nesse período que o movi-
mento feminista se inicia a discussão sobre
a liberdade sexual da mulher e o aborto. Ou-
tra discussão iniciada pelas feministas, neste
período, foi em relação à maternidade
enquanto vontade da mulher, ou seja,
a mulher deve ter a liberdade de de-
cidir se quer ou não ter filhos, bem
como o momento e a forma com
que quer tê-los
A terceira onda
A terceira onda começou no início
dos anos 1990, quando as feministas pas-
saram a questionar o próprio movimen-
Por conta da efervescência
to, uma vez que os estudos feministas e
guerra e da necessidade da saída dos
até mesmo, as próprias lutas, represen-
homens para servirem, a participação da
tavam apenas as mulheres brancas e da
mulher na esfera do trabalho é muito va-
classe média, pois se atentavam somente
lorizada. No entanto, com o retorno dos
para
às experiências das mesmas.
homens após a guerra, a ideia de diferen-
Nesse sentido, o feminismo
ciação dos papéis por sexo é retomada e
passa por um processo de desconstrução
é atribuído à mulher o espaço domésti-
“universal” da mulher, ou seja, passa a
co, ou seja, é retomada a ideia de que o
combater
a ideia de que todas as mulheres
lugar da mulher é em casa, uma vez que
são iguais e que todas as mulheres, inde-
elas deveriam se retirar e ceder seu lu-
pendente da sua classe e raça, vivem os
gar ao homem no mercado de trabalho.
mesmos problemas, e estão expostas à
A segunda onda inicia-se no contexto
da Segunda Guerra Mundial (1939- Imagem: rawpixel.com mesma forma de opressão.
Além disso, essa vertente re-
1945), principalmente, no período
conhece a pluralidade feminina e contribuiu
pós-guerra. Neste momento, algumas
para o desenvolvimento de vertentes que re-
reivindicações já haviam sido atendidas:
presentassem e considerassem as particulari-
tinham direito ao voto e o direito a se
dades e especificidade de cada uma como a
candidatarem e podiam trabalhar e estudar.
classe, a raça, o país ou região de origem e a
O movimento feminista, na segunda
sexualidade e afins.
onda, passa a abordar pautas relacionadas à
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A segunda onda