Imagem:Marvel Studios
Cena na qual todas mulheres se juntam para lutar no filme Vingadores: Ultimato
as inúmeras possibilidades de transformar
um em outro. Por exemplo, consigo transfor-
mar a história de um livro em um filme ou em
uma série e por aí vai.”
A estudante de jornalismo, Juliana
Bernardes, lembra que desde a infância as-
sistia X-Men todo dia quando chegava da es-
cola, e depois fui influenciada pelos animes.
“Isso desencadeou meu interesse na cultura
nerd, porque passei a ler HQs e mangás por
conta disso.”
Mesmo que com uma amostragem
pequena, utilizada nesta matéria, é possí-
vel perceber que as mulheres são um públi-
co muito grande na cultura nerd, além disso
muitas tiveram uma influência desta cultura
desde a infância. Mesmo não sendo um públi-
co pequeno, ainda assim, as mulheres que se
interessam pela cultura nerd são rebaixadas
e muitas vezes sofrem preconceito da socie-
dade, que ainda pensa que algo relacionado a
essa cultura é para homens.
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Entre os relatos comentados por me-
ninas que sofreram algum preconceito por se-
rem nerds muitas dizem que costumam ouvir
que são “maria macho” (menina que apresen-
ta características e comportamentos conside-
rados popularmente como masculinos), ou
ouvem a pergunta “você gosta mesmo disso
ou só tá fingindo pra conquistar alguém?”.
O gosto delas é questionado todo momento,
“Se vc gosta mesmo qual é o nome de todos
os vilões do Batman?”. Além de criticarem a
mulher que se interessa por esse tema, rebai-
xam também a personagem feminina. “Mas é
claro que a Mulher Maravilha é sua preferida,
é coisa de menina”.
A mulher vem conquistando seu es-
paço na sociedade e isso reflete também nos
produtos capitalistas. É preciso que os pro-
dutores percebam que. além de as mulheres
serem um público forte da cultura nerd, elas
também precisam se sentir representadas em
todas as obras produzidas.