Frida
no último ano. Dentre elas, 62% ouviram co-
mentários desrespeitosos quando estavam
andando na rua; 15% foram abordadas
de maneira agressiva em uma festa
ou balada e 10% foram agarradas ou
beijadas sem o seu consentimento.
A pesquisa também mostra
os locais onde as mulheres são asse-
diadas com maior frequência: 42% rela-
tam terem sido vítimas em casa; 29% na rua;
8% na internet (rede social, aplicati-
vo, blog etc.); 8% no local de trabalho
e 3% no bar e/ou balada. “Apesar do
feminismo ser uma luta antiga, ele está em
constante evolução e é necessário mais em
alguns espaços do que em outros”, afirma.
De acordo com o Atlas da Violência,
também publicado neste ano pelo Fórum
Nacional de Segurança Pública, hou-
ve um crescimento na taxa de fe-
minicídios no Brasil em 2017. Ao
todo, 4.936 mulheres foram mortas.
Uma média de 13 assassinatos por
dia. Esse número é o mais alto regis-
trado desde 2007. “No caso do Brasil, é
de extrema importantância que o feminismo
não seja uma luta que seja esquecida
de nenhuma forma, porque as taxas de
feminicídio no país são altas e não deixam
de estarem ligadas aos comportamentos ma-
chistas e discriminatórios presentes na nossa
sociedade”, complementa a estudante. .
TIRA DÚVIDAS!
Feminismo não é o contrário de machismo?
Não, pois o feminismo busca a igualdade
entre os gêneros, enquanto o machismo
coloca o homem como sendo superior em
relação às mulheres.
Feministas são contra a família, o casamen-
to, e se recusam a ter filhos?
Essa afirmação não é verdadeira. O mov-
imento defende a liberdade de escolha da
mulher. Isto é, a mulher deve casar ap-
enas quando e se ela quiser casar, ter fil-
hos quando e se quiser tê-los, sendo livre
para fazer ou não essas escolhas, sem ser
julgada por isso.
Você tem outras dúvidas?
Entre em contato com a gente por meio
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gunta pode aparecer na próxima edição!
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