Revista Elas nov. 2019 | Page 15

Frida no último ano. Dentre elas, 62% ouviram co- mentários desrespeitosos quando estavam andando na rua; 15% foram abordadas de maneira agressiva em uma festa ou balada e 10% foram agarradas ou beijadas sem o seu consentimento. A pesquisa também mostra os locais onde as mulheres são asse- diadas com maior frequência: 42% rela- tam terem sido vítimas em casa; 29% na rua; 8% na internet (rede social, aplicati- vo, blog etc.); 8% no local de trabalho e 3% no bar e/ou balada. “Apesar do feminismo ser uma luta antiga, ele está em constante evolução e é necessário mais em alguns espaços do que em outros”, afirma. De acordo com o Atlas da Violência, também publicado neste ano pelo Fórum Nacional de Segurança Pública, hou- ve um crescimento na taxa de fe- minicídios no Brasil em 2017. Ao todo, 4.936 mulheres foram mortas. Uma média de 13 assassinatos por dia. Esse número é o mais alto regis- trado desde 2007. “No caso do Brasil, é de extrema importantância que o feminismo não seja uma luta que seja esquecida de nenhuma forma, porque as taxas de feminicídio no país são altas e não deixam de estarem ligadas aos comportamentos ma- chistas e discriminatórios presentes na nossa sociedade”, complementa a estudante. . TIRA DÚVIDAS! Feminismo não é o contrário de machismo? Não, pois o feminismo busca a igualdade entre os gêneros, enquanto o machismo coloca o homem como sendo superior em relação às mulheres. Feministas são contra a família, o casamen- to, e se recusam a ter filhos? Essa afirmação não é verdadeira. O mov- imento defende a liberdade de escolha da mulher. Isto é, a mulher deve casar ap- enas quando e se ela quiser casar, ter fil- hos quando e se quiser tê-los, sendo livre para fazer ou não essas escolhas, sem ser julgada por isso. Você tem outras dúvidas? Entre em contato com a gente por meio do link: http://bit.ly/2M58pkT. Sua per- gunta pode aparecer na próxima edição! Imagem: freepik.com 1 5