Revista Elas nov. 2019 | Page 13

Frida Radical Nasce entre os anos 60 e 70 e acredita que a raiz da opressão feminina são aos papéis sociais inerentes aos gêneros. O feminismo radical entende que a dominação por parte dos homens se dá justamente pela mulher “ser mulher” - por ser biologicamente “fêmea”. É importante lembrar que a palavra “radical” tem a ver com a ideia de “raiz”, no sentido de “origem”, e não no sentido de “extremo”. Marxista Acredita que a divisão de classes e o capitalismo são os principais responsáveis pela opressão das mulheres, ou seja, a opres- são das mulheres está relacionada com as estruturas sociais, políticas e econômicas do capitalismo. Essa vertente defende a ideia de que a opressão só irá acabar, quando o capita- lismo deixar de existir. Anarquista Acredita que a liberdade da mulher está na abolição da opressão em suas mui- tas formas: ideológica (religiosas, culturais), econômica (capitalismo), do Estado (hierar- quias); violência; etc. O anarcofeminismo busca combater coletivamente a dominação masculina, atitudes de propriedade e controle sobre as mulheres, é contra as leis repressivas e luta pela autonomia e independência econô- mica e social das mulheres. mas opressões; ela coloca as mulheres negras como sujeitos políticos e, também, questiona a suposta superioridade da mulher branca em relação à mulher negra. Lésbica Essa vertente procura combater a les- bofobia e fazer uma crítica à feminilidade como instrumento de dominação patriarcal. O feminismo lésbico acredita que a mulher só será livre com a destruição da heterossexua- lidade como um sistema social que oprime as mulheres e reforça o papel de dominação dos homens em relação a elas. Vale ressaltar que o feminismo lésbico é uma forma de resistên- cia às instituições “feitas pelo homem”. Trans Essa vertente defende os direitos re- produtivos da mulher trans e reforça a ideia de que a transexualidade não é um transtor- no ou patologia. Além disso, ela busca des- construir a perspectiva biológico-cisgênera (mulher-vagina/homem-pênis) do corpo e defender o livre exercício da sexualidade das mulheres trans, cabendo a elas de- cidirem como exercê-las. Negra Tem como objetivo combater o sofri- mento duplo da mulher negra na sociedade, ou seja, a discriminação por “ser mulher” e a discriminação por ser negra (preconceito ra- cial). Essa vertente rompe com a ideia de que todas as mulheres são iguais e sofrem as mes- Imagem: freepik.com 1 3