ARQUITETO E PAISAGISTA
BURLE MARX
Fotos: Reprodução da internet
formam uma linda paisagem, sem contar o
reflexo que se tem na água dos cristais e das
plantas, que dão um destaque extra a essa
outra grande linda obra deixada em Brasilia.
Também tem como autoria de Roberto
Burle Marx, um jardim feito dentro do teatro
nacional, de Brasília. Por dentro um jardim, e
fora podemos comtemplar uma textura feita
de blocos projetados por Athos Bulcão que foi
um pintor, escultor, desenhista e artista brasi-
leiro, que largou a medicina, para se dedicar
as artes visuais e com isso acabou se tornando
amigo de Roberto.
Além dessas grandes obras, ele tam-
bém projetou o paisagismo do Eixo Mo-
numental da 308 Sul, em Brasília, que é
também um outro grande destaque do
qual é melhor apreciado por cima tendo,
para se notar toda a arquitetura feita e se
ter uma visão linda da obra, sem contar a
fonte de água que se tem no centro e com
a torre de TV construída ao lado, que tem
uma arquitetura bastante criativa.
É também uma das obras mais impres-
DUAS ASAS Brasília, segunda-feira, 10 de junho de 2019
sionantes do paisagista em Brasília é o Palá-
cio da Justiça. Um lindo local feito com um
grande espelho de água, e uma linda paisa-
gem com flores, plantas e arbustos verdes,
uma queda d’água, feitas por uma arquite-
tura única, e as flores com arbusto que dão
mais vida ao Palácio da Justiça. Porém, as
plantas estão sendo malcuidadas, fazendo
com que uma beleza indescritível seja per-
dida, uma beleza a qual ele teve tanto traba-
lho para elaborar e dedicou seu carinho ali,
pois o ambiente que Roberto criou é algo
que leva as pessoas que a terem uma visão
além do concreto.
Por último temos o paisagismo feito
no Tribunal de Contas da União, essa é
uma das obras mais bonitas de Roberto
Burle Marx, uma aparência natural criada
pela grama, flores e arvores, dando uma
aparência realmente única ao lugar, tendo
sua marca um espelho de água realmente,
deixando o prédio cinzento feito de con-
creto com um toque mais suave e trans-
mitindo a tranquilidade da natureza.
Há quase dois anos Brasília recebeu o tí-
tulo de Cidade Criativa do Design concedido
pela Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Essa Rede de Cidades Criativas é composta
pelas cidades de Curitiba, no Brasil; Detroit,
nos Estados Unidos; Berlim, na Alemanha;
Puebla, no México; Xangai, na China e Montre-
al, no Canadá.
Brasília surgiu do desejo de um presidente
visionário e audacioso: Juscelino Kubitschek.
Como as obras de arte, a nova capital do Brasil
parecia inicialmente só um sonho, um esboço,
mas, além de se materializar foi presenteada pela
arquitetura arrojada de Oscar Niemeyer, pela arte
de Athos Bulcão e pelos jardins de Burle Marx.
Nossa capital, essa obra de arte pintada, esculpida
e projetada nasceu em pleno Modernismo se tor-
nando símbolo deste movimento no Brasil.
Esse título de Cidade Criativa do Design
tem uma representatividade grande para Bra-
sília no nível artístico, mas também na abertu-
ra de possibilidades para o empreendedorismo
e investimento em várias áreas do design na
nossa capital. Se a cidade possui esses traços
modernos, futuristas e de vanguarda, por ou-
tro lado, devido ser sede do governo, apresenta
uma cultura em que o funcionalismo público
tende a mobilizar a economia da capital. No
entanto, a cidade vem crescendo nas últimas
décadas e ganhando cada vez mais espaços
culturais, cinemas, restaurantes, lojas, micro-
empresas e shoppings. O que tem a ver isso
com Design? O profissional de Design Gráfi-
co pode atuar em diversas áreas: tudo que se
vende ou divulga, e se cria em termos de ar-
tes visuais pode ter “o dedo” do Designer, isso
quer dizer que existe mercado na capital. Sen-
do assim, arregacem as mangas e mãos à obra,
porque não é mercado que corre atrás da gen-
te, somos nós que o perseguimos e provamos
que somos necessários. Finalizando, queridos
alunos, criem com a mente, desenhem com as
mãos, sintam com o coração e não se esque-
çam de refletir quando finalizar um trabalho:
O que ele vai causar no outro e no mundo?
“
Queridos alunos, criem
com a mente, desenhem
com as mãos, sintam com o
coração e não se esqueçam
de refletir quando finalizar
um trabalho: O que ele vai
causar no outro e
no mundo?
“
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Por MARA BARONI
É quase impossível passar por Brasilia
sem notar as obras de Roberto Burle Marx
um dos mais importantes paisagistas brasi-
leiros, nascido em 1909, em são Paulo, Ro-
berto Burle Marx foi paisagista, arquiteto,
desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escul-
tor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias e
decorador. Mas se destacou mesmo com o
paisagismo e a arquitetura.
Desde sua infância gostava já de cuidar
de plantas, e aos 8 anos, Roberto já cultiva-
va um jardim, e era auxiliado por sua mãe
que também tinha um interesse nesta área.
Aos 19 anos ele teve problemas nos olhos e
ele e sua família tiveram que se mudar para
Berlim em busca de um tratamento, onde
eles permaneceram. Nessa época Roberto
começou a frequentar várias galerias de ar-
tes, óperas e teatros, tendo assim um grande
acervo cultural, e também em Berlim ele
teve contato com o jardim botânico e algu-
mas estufas, repletos de plantas brasileiras
alguns que ele ainda não conhecia, e em
1930 , ele volta para o Brasil onde entra na
escola de Belas Artes, tendo assim também
a oportunidade de estudar junto com Oscar
Niemeyer, que se tornaria futuramente o
grande arquiteto de Brasília, e teve seu pri-
meiro projeto em 1932, fazendo o jardim
para a residência da família Schwartz, no
Rio de Janeiro, a convite do arquiteto Lucio
Costa, que futuramente também o convida-
ria para fazer uma obra em Brasília.
E com isso se dá início a jornada do pai-
sagista e arquiteto Roberto Burle Marx, que
teve suas magníficas obras espalhadas por
todo território nacional, e Brasília não fica
de fora, tendo pelo menos seis de suas obras
de paisagismo e arquitetura, como: Jardim
do Palácio do Itamaraty, com lindos blocos
de plantas nativas brasileiras e arbustos ver-
des que se destacam na obra. Jardim do pa-
lácio do Itamaraty surpreende qualquer um
turista que visitar o local durante o dia ou a
noite, sendo a noite sua obra iluminada por
luzes, as quais refletem na água tornando
a beleza das plantas ainda mais realçadas,
dando assim uma vista natural.
Outra grande herança cultural que ele
deixou em Brasília, foi o projeto de paisa-
gismo da praça dos cristais, no setor urbano
, lindos cristais colocados na água, de um
jeito único que atrai a atenção de quem pas-
sa e junto deles arbustos verdes e flores que
FALA! COORDENADORA
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