Revista Duas Asas vol 1 | Page 46

ARQUITETO E PAISAGISTA BURLE MARX Fotos: Reprodução da internet formam uma linda paisagem, sem contar o reflexo que se tem na água dos cristais e das plantas, que dão um destaque extra a essa outra grande linda obra deixada em Brasilia. Também tem como autoria de Roberto Burle Marx, um jardim feito dentro do teatro nacional, de Brasília. Por dentro um jardim, e fora podemos comtemplar uma textura feita de blocos projetados por Athos Bulcão que foi um pintor, escultor, desenhista e artista brasi- leiro, que largou a medicina, para se dedicar as artes visuais e com isso acabou se tornando amigo de Roberto. Além dessas grandes obras, ele tam- bém projetou o paisagismo do Eixo Mo- numental da 308 Sul, em Brasília, que é também um outro grande destaque do qual é melhor apreciado por cima tendo, para se notar toda a arquitetura feita e se ter uma visão linda da obra, sem contar a fonte de água que se tem no centro e com a torre de TV construída ao lado, que tem uma arquitetura bastante criativa. É também uma das obras mais impres- DUAS ASAS Brasília, segunda-feira, 10 de junho de 2019 sionantes do paisagista em Brasília é o Palá- cio da Justiça. Um lindo local feito com um grande espelho de água, e uma linda paisa- gem com flores, plantas e arbustos verdes, uma queda d’água, feitas por uma arquite- tura única, e as flores com arbusto que dão mais vida ao Palácio da Justiça. Porém, as plantas estão sendo malcuidadas, fazendo com que uma beleza indescritível seja per- dida, uma beleza a qual ele teve tanto traba- lho para elaborar e dedicou seu carinho ali, pois o ambiente que Roberto criou é algo que leva as pessoas que a terem uma visão além do concreto. Por último temos o paisagismo feito no Tribunal de Contas da União, essa é uma das obras mais bonitas de Roberto Burle Marx, uma aparência natural criada pela grama, flores e arvores, dando uma aparência realmente única ao lugar, tendo sua marca um espelho de água realmente, deixando o prédio cinzento feito de con- creto com um toque mais suave e trans- mitindo a tranquilidade da natureza. Há quase dois anos Brasília recebeu o tí- tulo de Cidade Criativa do Design concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Essa Rede de Cidades Criativas é composta pelas cidades de Curitiba, no Brasil; Detroit, nos Estados Unidos; Berlim, na Alemanha; Puebla, no México; Xangai, na China e Montre- al, no Canadá. Brasília surgiu do desejo de um presidente visionário e audacioso: Juscelino Kubitschek. Como as obras de arte, a nova capital do Brasil parecia inicialmente só um sonho, um esboço, mas, além de se materializar foi presenteada pela arquitetura arrojada de Oscar Niemeyer, pela arte de Athos Bulcão e pelos jardins de Burle Marx. Nossa capital, essa obra de arte pintada, esculpida e projetada nasceu em pleno Modernismo se tor- nando símbolo deste movimento no Brasil. Esse título de Cidade Criativa do Design tem uma representatividade grande para Bra- sília no nível artístico, mas também na abertu- ra de possibilidades para o empreendedorismo e investimento em várias áreas do design na nossa capital. Se a cidade possui esses traços modernos, futuristas e de vanguarda, por ou- tro lado, devido ser sede do governo, apresenta uma cultura em que o funcionalismo público tende a mobilizar a economia da capital. No entanto, a cidade vem crescendo nas últimas décadas e ganhando cada vez mais espaços culturais, cinemas, restaurantes, lojas, micro- empresas e shoppings. O que tem a ver isso com Design? O profissional de Design Gráfi- co pode atuar em diversas áreas: tudo que se vende ou divulga, e se cria em termos de ar- tes visuais pode ter “o dedo” do Designer, isso quer dizer que existe mercado na capital. Sen- do assim, arregacem as mangas e mãos à obra, porque não é mercado que corre atrás da gen- te, somos nós que o perseguimos e provamos que somos necessários. Finalizando, queridos alunos, criem com a mente, desenhem com as mãos, sintam com o coração e não se esque- çam de refletir quando finalizar um trabalho: O que ele vai causar no outro e no mundo? “ Queridos alunos, criem com a mente, desenhem com as mãos, sintam com o coração e não se esqueçam de refletir quando finalizar um trabalho: O que ele vai causar no outro e no mundo? “ 46 Por MARA BARONI É quase impossível passar por Brasilia sem notar as obras de Roberto Burle Marx um dos mais importantes paisagistas brasi- leiros, nascido em 1909, em são Paulo, Ro- berto Burle Marx foi paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escul- tor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias e decorador. Mas se destacou mesmo com o paisagismo e a arquitetura. Desde sua infância gostava já de cuidar de plantas, e aos 8 anos, Roberto já cultiva- va um jardim, e era auxiliado por sua mãe que também tinha um interesse nesta área. Aos 19 anos ele teve problemas nos olhos e ele e sua família tiveram que se mudar para Berlim em busca de um tratamento, onde eles permaneceram. Nessa época Roberto começou a frequentar várias galerias de ar- tes, óperas e teatros, tendo assim um grande acervo cultural, e também em Berlim ele teve contato com o jardim botânico e algu- mas estufas, repletos de plantas brasileiras alguns que ele ainda não conhecia, e em 1930 , ele volta para o Brasil onde entra na escola de Belas Artes, tendo assim também a oportunidade de estudar junto com Oscar Niemeyer, que se tornaria futuramente o grande arquiteto de Brasília, e teve seu pri- meiro projeto em 1932, fazendo o jardim para a residência da família Schwartz, no Rio de Janeiro, a convite do arquiteto Lucio Costa, que futuramente também o convida- ria para fazer uma obra em Brasília. E com isso se dá início a jornada do pai- sagista e arquiteto Roberto Burle Marx, que teve suas magníficas obras espalhadas por todo território nacional, e Brasília não fica de fora, tendo pelo menos seis de suas obras de paisagismo e arquitetura, como: Jardim do Palácio do Itamaraty, com lindos blocos de plantas nativas brasileiras e arbustos ver- des que se destacam na obra. Jardim do pa- lácio do Itamaraty surpreende qualquer um turista que visitar o local durante o dia ou a noite, sendo a noite sua obra iluminada por luzes, as quais refletem na água tornando a beleza das plantas ainda mais realçadas, dando assim uma vista natural. Outra grande herança cultural que ele deixou em Brasília, foi o projeto de paisa- gismo da praça dos cristais, no setor urbano , lindos cristais colocados na água, de um jeito único que atrai a atenção de quem pas- sa e junto deles arbustos verdes e flores que FALA! COORDENADORA DUAS ASAS Brasília, segunda-feira, 10 de junho de 2019 47