Revista Duas Asas vol 1 | Page 42

Caligrafia Por NATÁLIA CARNEIRO Fotos: Arquivo Pessoal Seu processo criativo se baseia em analisar o Briefing e passar algumas horas olhando livros, Pinterest e até mesmo o Instagram, que servem como referência de composição Natália estuda caligrafia e lettering desde 2015 e começou a trabalhar em 2016. Ela acha que o mercado em Brasília é relativamente novo, então está bem aquecido para a inserção de novos profissionais voltados para o trabalho com painéis de festas 42 DUAS ASAS Brasília, segunda-feira, 10 de junho de 2019 Com uma inclinação para as artes desde a sua infância e a paixão por desenho, hoje a designer Natália Carneiro, de 27 anos, é uma das grandes inspirações no mercado de Lettering. Com todo esse interesse e sem nenhuma dúvida de qual curso superior escolher, entrou na UnB em 2009 no curso de Artes Plásticas e após alguns anos, começou a pegar matérias de Desenho Industrial. Durante esse período, per- cebeu que havia diferença entre a Arte e o Design, notando que eram divididos em “objetivo” e “subjetivo”; enquanto um tinha uma função, o outro era uma forma de expressão, e, ao observar que ambas se encontram em alguns campos da indústria, decidiu qual das áreas mais gostava. Depois de estagiar em várias agências de publicidade e propaganda em Brasília e ficar durante anos em um ritmo de trabalho massivo no computador com ferramentas como Photoshop, Illustrator, entre outras, acabou se sentindo infe- liz e frustrada pela falta do “fazer artístico” e sua parte manu- al. Foi então em um Workshop que teve seu primeiro contato com caligrafia e lettering, a oportunidade perfeita de inserir essa técnica ao Design e a maneira de como trabalha, dando início a sua jornada ao mundo das letras. Natália estuda caligrafia e lettering desde 2015 e começou a trabalhar em 2016. Ela acha que o mercado em Brasília é relativamente novo, então está bem aquecido para a inserção de novos profissionais voltados para o trabalho com painéis de festas, casamentos ou então murais para restaurantes e ca- sas, tendo possibilidades infinitas e abrindo espaço também para a personalização de objetos, materiais virtuais como convites, capas de revistas, propagandas, entre outros. — “Acredito que sempre haverá mercado, e aqui em Bra- sília o lettering está sendo mais difundido agora.” Seu processo criativo se baseia em analisar o Briefing e passar algumas horas olhando livros, Pinterest e até mesmo o Instagram, que servem como referência de composição; o próximo passo é esboçar suas primeiras ideias e refinar os rascunhos, até chegar a um resultado que goste. É essencial pra quem quer entrar na área do Design e atuar no Lettering, investir em cursos e livros, ter contato com professores e pessoas que querem aprender, estar sempre praticando e em constante aprendizado. Ainda segundo ela, um lettering bem executado e com base sólida depende da dedicação para o estudo de caligrafia também. — “Outra dica é ter paciência, porque o começo costuma ser difícil mesmo. Não vai ser em um ou dois meses que a sua técnica vai ser impecável. Parece que você nunca vai dar conta de fazer as letras do jeito que você quer, mas uma hora sai. Prática, prática e prática.” Mesmo após todo esse processo de aprendizagem, os novos profissionais têm encontrado dificuldade em traba- lhar com aquilo que gostam. Natália explica que o público vai consumir o que temos para mostrar a eles e conta que suas primeiras oportunidades foram com ajuda de ami- gos, ao usar a parede para desenvolver toda a sua arte es- crita e a se autopromover com a criação de seu portfólio no Instagram. — “Mesmo que você não tenha clientes reais nesse primeiro passo, seja seu próprio cliente. Faça o convite do jeito que você quiser, monte seu portfólio, di- vulgue, que os trabalhos vão aparecer. Acho o Instagram uma ferramenta incrível para divulgação. Mostre para as pessoas o que você sabe fazer dentro daquilo que você pretende trabalhar, vai dar certo.” Declarou. DUAS ASAS Brasília, segunda-feira, 10 de junho de 2019 43