Revista Duas Asas vol 1 | Page 40

Caligrafia Por CAMI GOMES Em 2015 foi para São Paulo se atualizar. Como criar o desenho de logomarcas, letras, caligrafia, tipografia sempre estiveram presentes como interesse pessoal de Cami Fotos: Arquivo Pessoal 40 DUAS ASAS Brasília, segunda-feira, 10 de junho de 2019 “ “ Como qualquer outra área, se especialize, mas acredite na sua personalidade, é importante essa busca. Eu busco diariamente, mas é uma busca de muito querer e amor, se é isso que sente, vai em frente, sempre. Nascida em Brasília, a publicitária Cami Gomes sempre teve consigo uma prancheta e seu lado a artístico presentes em seu cotidiano; fazer artes com tudo o que vê, recortar re- vistas, costurar com a mãe ou pintar pano de prato e fazer ponto de cruz com a avó são atividades de Cami. Vale des- tacar tamanha a sua versatilidade que além de publicitária, também é ilustradora, Diretora de arte, designer e como ela mesma enfatiza “rabiscadora a vida toda.” Em 2015 foi para São Paulo se atualizar. Como criar o desenho de logomarcas, letras, caligrafia, tipografia sempre estiveram presentes como interesse pessoal de Cami. Esse in- teresse aconteceu naturalmente, junto com o estudo voltado para o lado artístico que sempre foi seu objetivo. Diretora de arte desde a faculdade, quando ainda era DA na agência de publicidade no UniCEUB, se formou em 2004 e, apesar de atuar a 15 anos na área, somente em 2015 teve um estudo mais profundo de letras e caligrafia. Segundo Cami, o mercado de Brasília caminha bem, mas nada comparado ao eixo SP/RJ. O que não é um problema, já que existe mercado para todo mundo,(se você fizer aconte- cer, claro), e há muito espaço para isso, citando nomes como Grande Circular, Raquel Câmara, Letras da Nat, André Du- giz e Bruna Zanella. — “Acho que o mais importante mes- mo é geral se unir e parar de achar que é concorrência. Cada um na sua especialidade. Eu por exemplo, não sou do giz, até porque tenho alergia, gosto da tinta, do papel, de associar à caligrafia e/ou lettering ao design, à moda, à arte. A ampli- tude do mercado tá no seu olhar das plataformas que pode fazer seu trabalho e obviamente das conexões que você tem.” Como não poderia ser diferente, nos conta que seu pro- cesso criativo envolve pegar o papel em branco e encarar ele da melhor forma, tendo como aliada a internet na busca por inúmeras referências, mas fora dela, a natureza faz grande parte do seu processo. — “É claro que tem dias que são difí- ceis como qualquer outro trabalho. Uma das coisas mais im- portantes desse início, de verdade, é ter entendido o cliente, um Briefing bem feito é essencial pra fluir, pra unir tudo e fazer o processo criativo acontecer. Leve.” Cami conta que para seguir carreira em lettering é preciso treinar muito, cerca de 30 minutos por dia. Um de seus “mes- tres” é o designer Thiago Reginato (Tipocali/SP); buscar refe- rências que tem o mesmo hábito e não se comparar a ninguém são coisas que Cami também tem consigo. — “Como qualquer outra área, se especialize, mas acredite na sua personalidade, é importante essa busca. Eu busco diariamente, mas é uma bus- ca de muito querer e amor, se é isso que sente, vai em frente, sempre.” E para buscar sua primeira oportunidade no mercado com aquilo que gosta, ela ressalta que é imprescindível buscar a própria identidade artística. — “Trabalhar com o que gosta é realmente incrível, mas não é, e nunca será de uma hora para outra. Se eu estou aqui agora é porque tenho uma estrada de 15 anos nessa busca, se é sua verdade se jogue.” conclui. DUAS ASAS Brasília, segunda-feira, 10 de junho de 2019 41